<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341</id><updated>2011-10-06T07:07:56.113-07:00</updated><title type='text'>Saúde e Segurança no Trabalho</title><subtitle type='html'>Espaço destinado para o debate das questões sobre Saúde e Segurança no Trabalho.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>19</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-7696202325838128610</id><published>2011-08-01T10:48:00.000-07:00</published><updated>2011-08-01T10:50:55.294-07:00</updated><title type='text'>C.A.T. -  Emitir ou NÃO Emitir?</title><content type='html'>&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Há muito que venho afirmando que,  a não emissão da CAT, por algumas empresas que se negam a este direito do trabalhador, poderiam sofrer as consequências.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;Aqui está o texto de uma condenação da CLARO S/A em uma ação trabalhista movida pelo Ministério Público do Trabalho em razão de que a empresa se negava a emitir a CAT para trabalhadores portadores de LER/DORT.&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;EM&lt;a name="EMENTA"&gt;&lt;/a&gt;ENTA:  &lt;u&gt;AÇÃO CIVIL PÚBLICA. RECURSO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO&lt;/u&gt;.  DANOS MORAIS COLETIVOS. OCORRÊNCIA. INDENIZAÇÃO DEVIDA. &lt;/b&gt; Os danos morais coletivos têm lastro no disposto na Lei n. 7.347/85,  nas ações de responsabilidade por danos morais e patrimoniais causados  a qualquer interesse difuso ou coletivo, conforme art. 1º, inciso VI.  Verificado o dano moral coletivo, passível de indenização pecuniária,  diante da constatação de atitude antijurídica da empresa, consistente  em lesão de direito/ofensa ao patrimônio imaterial da coletividade  examinada, ao deixar de emitir as Comunicações de Acidente do Trabalho  em todos casos em que os empregados da unidade do &lt;i&gt;call center&lt;/i&gt;  se apresentam com quadro doentio em razão de LER/DORT. Desrespeito  à obrigação legal, reiteradamente, que resulta em ofensa à coletividade  de trabalhadores e enseja o reconhecimento de direito à indenização  pecuniária. Recurso do Ministério Público do Trabalho provido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;          &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;VI&lt;a name="ementafim"&gt;&lt;/a&gt;STOS&lt;/b&gt; e relatados estes  autos de &lt;b&gt;RECURSO ORDINÁRIO&lt;/b&gt; interposto de sentença proferida  pelo MM. Juiz da &lt;a name="njunta"&gt;&lt;/a&gt;10ª &lt;a name="tjunta"&gt;&lt;/a&gt;Vara do Trabalho  de &lt;a name="cjunta"&gt;&lt;/a&gt;Porto Alegre, Elson Rodrigues da Silva Junior, sendo  recorrentes&lt;b&gt; &lt;a name="rte"&gt;&lt;/a&gt;CLARO S/A E MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO &lt;/b&gt; e recorridos &lt;b&gt; &lt;a name="recorrido"&gt;&lt;/a&gt;OS MESMOS&lt;/b&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;          &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Prolatada a sentença, fls. 929-41.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;          &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;A Claro S/A interpõe o recurso ordinário das  fls. 943-69. Sustenta irregularidade nas condições da ação e do  processo; ausência de interesse de agir do Ministério Público do  Trabalho e alega o caráter individual dos pedidos. Se volta, por fim,  contra o comando da sentença, para que emita as CATs regularmente,  ao pessoal do setor de &lt;i&gt;call Center&lt;/i&gt;, nas hipóteses de LER/DORT. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;          &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;O Ministério Público do Trabalho apresenta  recurso, fls. 986-91, pretendendo indenização por dano moral coletivo,  diante do procedimento adotado pela ré.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;          &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Foram juntadas contrarrazões pelas partes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;          &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Comprovados o recolhimento das custas e o depósito  recursal, fls. 970-1.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;          &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Formalidades de praxe observadas, subiram os  autos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;          &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;É o relatório.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;ISTO P&lt;a name="VOTO"&gt;&lt;/a&gt;O&lt;a name="RELATORIO"&gt;&lt;/a&gt;STO:&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;RECURSO ORDINÁRIO  DA CLARO S/A.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Trata-se de Ação Civil  Pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho, cuja decisão  determinou o seguinte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;“julgo &lt;/i&gt; &lt;b&gt;&lt;i&gt;PROCEDENTE EM PARTE &lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;o pedido contido na ação civil  pública ajuizada por &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Ministério Público do Trabalho &lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;i&gt;contra &lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;Claro S/A&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;i&gt;, para condenar esta, em relação  a seus empregados de tele-atendimento/call center, que prestem serviços  no Estado do Rio Grande do Sul, a emitir regularmente a CAT para as  hipóteses de diagnóstico médico de LER/DORT, abstendo-se de avaliar  a existência de nexo causal entre a atividade do empregado e a patologia,  quando verificada a LER/DORT pelo médico da empresa.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;1.IRREGULARIDADE NAS  CONDIÇÕES DA AÇÃO E DO PROCESSO. AUSÊNCIA DE INTERESSE DE AGIR.  CARÁTER INDIVIDUAL DOS PEDIDOS.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Refere a recorrente Claro  S/A que em momento algum se esquivou de emitir as CAT's; que o MPT revolve  situações do passado e há mera possibilidade de ocorrência no futuro,  nada justificando a medida protetiva.  Entende correto o procedimento  de avaliação das condições em que seus empregados apresentam condições  de LER/DORT, para, somente então, emitir comunicação de acidente  do trabalho- após a  constatação de nexo com as atividades laborais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Notadamente, a questão  debatida envolve o mérito, não podendo ser examinada de plano, na  medida em que a ré não enfrenta o fundamento da sentença, no item,  que é o fato da utilidade da ação para constituir-se em meio hábil  à satisfação da pretensão da inicial.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Refere o recurso, ainda,  que o pedido não é coletivo ou individual homogêneo, buscando a extinção  da ação sem exame de mérito. Mas, também aqui, não lhe assiste  razão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Como referido em Primeiro  Grau, a ação civil pública reveste-se de utilidade, sendo meio adequado  à satisfação do direito, com efetivo interesse processual de agir.  E o Ministério Público do Trabalho tem legitimidade para propor a  ação civil pública, visando à defesa de direitos sociais, nos termos  da Lei Complementar n. 75/93, que instituiu expressamente esta prerrogativa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Por outro lado, ao contrário  do que sustenta a recorrente, afigura-se evidente o interesse coletivo.  A ação destina-se, em última análise, a todos os servidores do tele-atendimento  (&lt;i&gt;call Center&lt;/i&gt;), que prestam serviços para a reclamada e também  a todos aqueles que possam vir a integrar o quadro (aqui transparecendo  a existência de interesse coletivo &lt;i&gt;in sctricto sensu&lt;/i&gt;). &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Os direitos metaindividuais,  ou coletivos &lt;i&gt;lato sensu&lt;/i&gt;, que compreendem os difusos, os coletivos  em sentido estrito e os individuais homogêneos, estão definidos no  art. 81, parágrafo único, do Código de Defesa do Consumidor, que  tiveram transcrição autorizada para a ação civil pública regulada  pela Lei nº 7.347/85, pelo art. 117:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;"Art. 81.  (omissis)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;Parágrafo único.  A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;I - interesses  ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste Código, os  transindividuais, de natureza indivisível, de que sejam titulares pessoas  indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;II - interesses  ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste Código,  os transindividuais de natureza indivisível de que seja titular grupo,  categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária  por uma relação jurídica base;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;III - interesses  ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os decorrentes  de origem comum."&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Pois bem. &lt;i&gt;In casu&lt;/i&gt;,  o Ministério Público do Trabalho ajuizou demanda para obter decisão  judicial no sentido de que a empresa recorrente se abstenha de avaliar  nexo de causa entre os fatores de LER/DORT e o trabalho, emitindo regularmente  a comunicação de acidente do trabalho - CAT. Há, nitidamente, a presença  do interesse coletivo, concernente a um grupo de pessoas ligadas entre  si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base, no caso,  a prestação de serviços ao mesmo empregador. Não se destina a ação,  ademais, apenas aos atuais trabalhadores empregados do réu, mas também  aos futuros, sujeitos indeterminados, que passam a ser determináveis  quando estabelecida a relação jurídica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Para Ives Gandra da Silva  Martins Filho, os interesses coletivos (em sentido estrito) são:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;"caracterizados  pela existência de vínculo jurídico entre os membros da coletividade  afetada pela lesão e a parte contrária, origem do procedimento genérico  continuativo, que afeta potencialmente todos os membros dessa coletividade,  presentes e futuros, passíveis de determinação&lt;/i&gt;" (&lt;i&gt;in&lt;/i&gt;  LTr. 57-12/1430). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Não se busca, por conseguinte,  a proteção de interesse individual heterogêneo, mas interesse individual  homogêneo e coletivo &lt;i&gt;stricto sensu&lt;/i&gt;, já que a medida postulada  tem incidência no grupo de empregados&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Em ângulo mais abrangente,  visa-se tutelar também o interesse da sociedade, difuso, no sentido  de assegurar os direitos básicos de cidadania, insculpidos no art.  1º, III, da Constituição Federal. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Com estes fundamentos,  afasta-se a arguição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;2.EMISSÃO DA CAT.  LER/DORT.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Em que pese a investida  recursal que, em longo arrazoado, além de fazer um estudo acurado da  legislação existente sobre a matéria, cujo escopo, sem dúvida, é  promover, manter e restabelecer a saúde do trabalhador, não há o  que alterar na decisão de Origem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;A recorrente assinala  os prejuízos financeiros que podem ser por ela injustamente suportados,  bem como que há necessidade de uma avaliação prévia, pelo Médico  Coordenador do seu  PCMSO, que efetivamente pode avaliar se a dor  sentida pelo empregado seria relacionada ao trabalho ou não, acrescentando  que, por muitas vezes, há quadro doentio que não tem qualquer relação  com o labor. Esta a questão que a empresa vem ressaltando, mas sem  que detenha legitimidade para julgar se a sintomatologia apresentada  pelo empregado, sobretudo em casos de LER/DORT, está relacionada ao  labor, antes de emitir a comunicação de acidente do trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Os artigos 19, 20, 21  e 23 da Lei n. 8.213/91 tipificam os acidentes do trabalho e as doenças  que podem ser assim consideradas/equiparadas, mas nada induz, ao contrário  do que possa parecer, à conclusão de que ao empregador cabe o estabelecimento  do nexo causal entre a atividade e o trabalho para fins de configuração  do acidente/doença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Com efeito, é necessário  que se diga que não se tratar de determinação legal para que a empresa,  ao contrário do que possa parecer, emita um “diagnóstico firmado”,  para o qual ressaltam doutrinadores, como Sebastião Geraldo de Oliveira.  Segundo suas palavras, diante da &lt;i&gt;“'suspeita diagnóstica' de doença  relacionada ao trabalho, é dever do empregador e direito do empregado  a emissão da CAT.&lt;/i&gt;” (&lt;i&gt;in&lt;/i&gt; Sebastião Geraldo de Oliveira, &lt;i&gt; Indenizações Por Acidentes do Trabalho ou Doença Ocupacional&lt;/i&gt;,  ed. LTr, São Paulo, 4ª ed., fl. 60).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Nos casos de LER/DORT,  objeto da discussão neste processo, observa-se o seguinte da Instrução  Normativa n. 98 emitida pelo INSS, em 05.12.2003, que não deixa dúvidas  acerca da obrigação de emissão de CAT:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;“Havendo  suspeita de diagnóstico de LER/DORT, deve ser emitida a Comunicação  de Acidente do Trabalho - CAT. A CAT deve ser emitida mesmo nos casos  em que não acarrete incapacidade laborativa para fins de registro e  não necessariamente para o afastamento do trabalho. Segundo o artigo  336 do Decreto nº 3.048/99, “para fins estatísticos e epidemiológicos,  a empresa deverá comunicar o acidente de que tratam os artigos 19,  20, 21 e 23 da Lei nº 8.213, de 1991”. Dentre esses acidentes, se  encontram incluídas as doenças do trabalho nas quais se enquadram  as LER/DORT.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:85%;"&gt;”  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Veja-se, por outro lado,  o que preceitua a Norma Regulamentadora n. 7 que instituiu o Programa  de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) quanto às obrigações  do Médico Coordenador no acompanhamento da saúde ocupacional:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;“a) realizar  os exames médicos previstos no item 7.4.1, ou encarregar os mesmos  a profissional médico familiarizado com os princípios da patologia  ocupacional e suas causas, bem como com o ambiente, as condições de  trabalho e os riscos a que está ou será exposto cada trabalhador da  empresa a ser examinado&lt;/i&gt;;”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Esta obrigação não  se compatibiliza, como se verá, com a prática adotada na sede da recorrente.  Relevante, no aspecto, o apurado em sentença relativamente às declarações  prestadas pelo médico da empresa em procedimento administrativo junto  ao MPT: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;“&lt;i&gt;O depoimento  prestado pelo médico da ré, em procedimento administrativo perante  o Ministério Público do Trabalho (fls. 241/242), comprova que,  &lt;u&gt;mesmo estando o médico da empresa convencido de que há LER/DORT,  a ré não emite a CAT se o médico entende não haver nexo de causalidade&lt;/u&gt;.  O depoimento do representante da reclamada, colhido no procedimento  administrativo acima mencionado, é no mesmo sentido (fl. 244). O depoimento  da testemunha indicada pela ré, colhido neste Juízo, é no mesmo sentido  (fl. 919).&lt;/i&gt;” (destacamos).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;De notar a consideração  feita pelo Julgador de Origem acerca de que a simples suspeição quanto  à existência de doença, relacionada ou não ao trabalho, já enseja  a emissão da CAT. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Sublinhe-se, quanto a  este aspecto, trecho da entrevista (ata de audiência das fls. 241-2,  no PPICP N. 55/2001) do médico do trabalho Júlio Cézar Trombini,  CRM 13.744:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;“... que os  exames que amparam os diagnósticos de DORT, em geral, consistem em  Ultrassonografias Muscoesqueléticas, sendo que estes exames não são  precisos no diagnóstico; que, &lt;u&gt;em geral, quando recebe um laudo ou  atestado de um médico solicitando a emissão de CAT com base em referida  Ultrassonografia, solicita ao empregado que faça uma outra Ultrassonografia&lt;/u&gt;,  em clínica de sua confiança ou uma Ressonância Magnética; ...  &lt;u&gt;que quando não concorda com a existência de nexo causal entre a  patologia indicada e o trabalho desenvolvido pelo empregado, encaminha  este para auxílio-doença previdenciário, ocasião em que será avaliado  por um perito da Previdência Social; que nestes casos, em geral, a  CAT é emitida pelo sindicato e a Previdência Social indaga da empresa  o motivo pelo qual a CAT não foi emitida&lt;/u&gt;, concordando ou não com  a conclusão da empresa; que em geral a Previdência Social mantém  o afastamento por auxílio-doença, acolhendo a tese da empresa de inexistência  de nexo causal; esclarece que esta situação é gerada não porque  haja divergência com a caracterização da patologia, mas sim porque  discorda que a patologia, ou seja, a apontada como DORT, tenha nexo  causal com a atividade desempenhada pelo empregado.” &lt;/i&gt; (sublinhamos).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Neste depoimento sobressai  que, mesmo havendo laudo ou atestado médico, possivelmente trazidos  pelo empregado ao setor médico, o Médico Coordenador faz sua própria  avaliação, antes que decida por emitir, ou não, a Comunicação de  Acidente do Trabalho-CAT. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Entende-se, no entanto,  na linha da decisão recorrida, que, como se trata de obrigação patronal,  é inarredável sua observância, ou seja, uma vez diagnosticada (ou  haja simples suspeita) da ocorrência de LER/DORT, deve ser emitida  a CAT, sem qualquer outro juízo relativamente ao nexo de causalidade  que, repita-se, é atividade própria do Instituto Previdenciário.  Nas palavras de Sebastião G. Oliveira, na obra anteriormente citada,  ao se referir sobre a comunicação de acidente do trabalho (CAT) “... &lt;i&gt; não pode uma simples Ordem de Serviço, ato administrativo que é,  limitar ou restringir o alcance da lei&lt;/i&gt;.” (pág. 60).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Por isso não se cogita,  ao contrário do sustentado no recurso, da validade dessa “triagem”  que vem sendo feita, porquanto a CAT constitui mero encaminhamento à  Previdência, que inclusive serve, como mencionado pelo Ministério  Público do Trabalho, para notificação visando fins estatísticos  e epidemiológicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Como deflui da Instrução  Normativa INSS/DC n. 98/2003, bem apanhado na Origem, a existência  de LER/DORT prescinde de exame de nexo de causalidade com o trabalho.  O Julgador vai mais além, considerando que a CAT deve ser emitida,  apenas em razão da constatação de LER/DORT, independentemente da  contribuição laboral para a sua existência, sendo bastante para tanto,  a própria doença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;São, por conseguinte,  inarredáveis os fundamentos da sentença, nestes termos: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;“&lt;i&gt;Logo, sendo  incontroverso que a ré está fazendo juízo de valor, quanto à existência  de nexo de causalidade entre atividade profissional e doença, em casos  em que a legislação objetivamente determina a expedição de CAT,  importa acolher o pedido, para condenar a ré a emitir regularmente  a CAT para as hipóteses de diagnóstico médico de LER/DORT, abstendo-se  de avaliar a existência de nexo causal entre a atividade do empregado  e a patologia, quando verificada a LER/DORT pelo médico da empresa&lt;/i&gt;.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Em reforço, a emissão  da CAT pelo empregador prescinde da avaliação médica -de nexo de  causa- que a empresa pretende continuar a empregar. O disposto no subitem  7.4.8 da NR-7, salvo melhor juízo, determina que qualquer ocorrência  ou agravamento de doenças profissionais, assim como qualquer alteração  verificada em exames, e mesmo sem sintomatologia, frise-se, obrigam  o fornecimento da referida comunicação de acidente, que deve ser solicitada  ao empregador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Mas cabe à Previdência  Social o estabelecimento de nexo causal, avaliação de incapacidade  e definição da conduta previdenciária em relação ao trabalho, conforme  a literalidade do subitem “c”, 7.4.8 da NR-7, assim redigido:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;“7.4.8 Sendo  constatada a ocorrência ou agravamento de doenças profissionais, através  de exames médicos que incluam os definidos nesta NR, ou sendo verificadas  alterações que revelem qualquer tipo de disfunção de órgão ou  sistema biológico, através dos exames dos quadros I (...) e II, e  do item 7.4.2.3 da presente NR, mesmo sem sintomatologia, caberá ao  médico coordenador ou encarregado:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ol type="a"&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;solicitar à empresa a  emissão da Comunicação de Acidente do Trabalho - CAT;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ol&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;  &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;b) encaminhar  o trabalhador à Previdência Social para estabelecimento de nexo de  causal, avaliação de incapacidade e definição da conduta previdenciária  em relação ao trabalho;”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Em outras palavras, a  emissão da CAT, por si só, não faz estabelecer nexo de causalidade  entre a enfermidade e o trabalho, não se justificando a conduta empregada  pela Claro S/A. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Sebastião Geraldo de  Oliveira indica, por igual, a competência para estabelecimento do enquadramento  técnico do acidente pelo INSS, nestes termos: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;“&lt;i&gt;A emissão  da CAT não significa automaticamente que houve confissão da empresa  quanto à ocorrência de acidente do trabalho, porquanto a caracterização  oficial do infortúnio é feita pela Previdência Social, depois de  comprovar o liame causal entre o acidente e o trabalho exercido.&lt;/i&gt;”  (&lt;i&gt;in&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Indenizações por Acidente do Trabalho ou Doença Ocupacional&lt;/i&gt;,  ed. LTr, São Paulo, 4ª ed., fl.63).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;À mesma ilação leva  o artigo 337 do Decreto n. 3.048/1999: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;“&lt;i&gt;Art. 337. O  acidente de que trata o artigo anterior  &lt;u&gt;será caracterizado tecnicamente pela perícia médica do Instituto  Nacional do Seguro Social, que fará o reconhecimento técnico do nexo  causal entre: &lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;     &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;I  - o acidente e a lesão;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;     &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;II  - a doença e o trabalho;&lt;/i&gt;” (destacamos).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Portanto, inviável endossar  o procedimento que vem sendo adotado pela empresa, sem que se atente  para a necessidade de interpretação sistemática, envolvendo a Norma  Regulamentar n. 7 da Portaria 3214/78, o Decreto n. 3048/99, bem como  a Lei n. 8.213/91, atentando-se para a finalidade da norma legal, que  é promover medidas para higiene e segurança do trabalho, bem como  para que seja proporcionado acompanhamento médico e encaminhamento  à Previdência Social, havendo, inclusive, previsão legal para que  a Previdência tenha acesso a ambientes de trabalho e documentos, a  fim de verificar a eficácia de medidas implementadas para a prevenção  e controle das doenças ocupacionais, tal como é a redação do parágrafo  2º do artigo 338 do Decreto 3.048/99. Inviável endossar medidas tomadas  pelo empregador, que avancem ilegitimamente sobre a competência da  Previdência Social. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;A questão central debatida  neste processo prescinde da avaliação individual de casos que porventura  tenham sido avaliados pelo Ministério Público do Trabalho, porquanto  o instrumento processual visa à proteção da coletividade, qual seja,  o setor de &lt;i&gt;call center&lt;/i&gt; da empresa demandada, onde destacados  os casos de LER/DORT, ou sintomatologias que não teriam sido encaminhadas  ao sistema Previdenciário. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Por todos estes fundamentos,  trata-se de negar provimento ao recurso, mantendo-se a sentença, sem  que se conceda o pretendido efeito suspensivo da ordem. A antecipação  de tutela enseja, por evidente, o cumprimento da obrigação antes mesmo  do trânsito em julgado da ação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Outras questões, como  a alegada na petição de encaminhamento, relativamente a enriquecimento  sem causa de trabalhadores em razão do depósito de FGTS, cuja obrigação  se mantém para casos de acidentes do trabalho, só podem ser examinadas  no caso concreto. Todavia, inconteste, por todos os fundamentos acima,  que apenas a Previdência Social detém legitimidade para declarar o  acidente do trabalho, o que pode ser conferido, por igual, por decisão  judicial transitada em julgado, feita a prova técnica/médica pertinente.  Portanto, a expedição da CAT, por si só, não induz a esta condição,  ou seja, de atestar e reconhecer o acidente laboral. Ademais, cabe somente  ao Sistema da Previdência Social conceder licenças e auxílios aos  segurados, não se podendo falar em prejuízo ao erário público. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Quanto aos valores que  a empresa deve recolher para o SAT, seguro do acidente de trabalho,  é questão que refoge à discussão deste processo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Provimento negado. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;3.MULTA.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;A recorrente investe  contra a sentença que fixou multa por descumprimento, alegando que  o valor é alto, não encontra respaldo jurídico ou fático e representará  enriquecimento ilícito. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Todavia, fica mantida  a multa, que somente se concretizará diante do não-cumprimento da  ordem judicial. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;“Com fundamento  no §4º do art. 84 da Lei nº 8.078/90, aplicável não somente às  ações civis coletivas, mas também às ações civis públicas, por  força do art. 21 da Lei nº 7.347/85, fixo multa no valor de R$1.000,00  por dia de atraso por CAT não emitida, até que haja a regularização,  limitada a multa por CAT ao máximo de R$50.000,00. Tal limitação  passa a fazer parte inclusive da antecipação de tutela já deferida  ao autor.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Nega-se.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;4.PREQUESTIONAMENTO.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Ficam prequestionados,  para todos os efeitos, os dispositivos legais/convenção e súmula  lançados no recurso, que não restaram violados com a decisão que  se mantém: art. 5º, incisos XXIII e LV; art. 7º, incisos XIII, XXVI  XXVIII e XXIX; art. 114; art. 129; art. 170; arts. 196, 200 e 225, todos  da Constituição Federal; arts. 3º, 4º, 81, 267, incisos I, IV e  VI, art. 295, inciso II e parágrafo único, inciso I; art. 331, inciso  I, todos do Código de Processo Civil. Artigos 157, 166, 167, 168, 169,  818, 840, todos da CLT; art. 83, inciso III, da Lei Complementar n.  75/93; todos os artigos da Lei n. 7.347/85; artigo 20 da Lei n. 8.213/91;  Convenção 174 da OIT; art. 14 da Lei n. 6.938/81 e Súmula n. 331  do TST. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;RECURSO ORDINÁRIO  DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;DANO MORAL COLETIVO.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Para o recorrente, o  Julgador teria confirmado o ato ilícito da empresa reclamada, consistente  num “&lt;i&gt;emaranhado de normas jurídicas a ré aplicou a regra geral  do caso específico, praticando ato ilícito&lt;/i&gt;.” Em síntese, refere  ser incontroverso, segundo o depoimento do médico da empresa, haver  prévio juízo de valor quanto ao nexo de causalidade entre as doenças  osteomoleculares e o trabalho, antes de recomendar a emissão da CAT,  em contrariedade ao determinado pela INSS/DC 98/2003. Seria o caso,  portanto, de dano moral coletivo, a exigir reparação pecuniária,  nos termos da Lei n. 7.347/85, por ofensa a interesse difuso ou coletivo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Primeiramente, é preciso  considerar que o fundamento da sentença é de que nem todos os atos  ilícitos são passíveis de reparação pecuniária e que, na hipótese  dos autos, ainda que a empresa tivesse se esquivado de emitir a CAT  em alguns casos, fazendo prévio juízo acerca da relação existente  entre a lesão diagnosticada e o trabalho, considerou-se, na Origem,  que houve apenas interpretação equivocada por parte da recorrida,  sem que tal se configure em atitude dolosa ou mesmo culposa, inexistente  a má-fé. Nem se cogitou que a conduta da ré fosse para impedir a  constituição do direito à estabilidade acidentária de seus funcionários.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;A farta documentação  juntada ao processo permite ver que houve, a partir do ano de 2003,  emissão de diversas comunicações de acidente do trabalho, tanto pela  empresa como pelo Sindicato obreiro, e que, em várias delas a descrição  das partes atingidas nos trabalhadores é a mesma: membros superiores. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;O depoimento do médico  da empresa, na ata de audiência presidida na sede do Ministério Público  do trabalho, é esclarecedor. Revela ele, de fato, a questão central  debatida neste processo, que é o cabimento, ou não, da avaliação  que é feita pelo médico da empresa para relacionar a queixa física  ao exercício da atividade laboral. Relatou que os empregados são encaminhados  para o auxílio-doença previdenciário quando ele não concorda com  a existência de nexo causal entre o labor/atividade. Nesta situação,  segundo esclarece, o trabalhador será avaliado pela Previdência Social  -após a emissão da CAT pelo Sindicato-, sendo que a ré  posteriormente  é indagada pela Previdência quanto ao procedimento, e a seguir é  exarada decisão quanto ao auxílio devido, que, segundo sustenta, na  maioria das vezes, é por doença (depoimento do Dr. Julio Cesar Tombini,  médico do trabalho, fls. 241-2).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Dois depoimentos de trabalhadoras  empregadas foram registrados no Procedimento Preparatório de Inquérito  Civil Público n. 55/2001, no MPT, de Carla Tatiane Cruz Machado e Cíntia  Rosane Pereira da Silva, que afirmaram da dificuldade em receberem a  CAT da empresa. Estes depoimentos confirmam situações particulares  em que as empregadas podem ter sofrido prejuízos, inclusive financeiros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Contudo, para que se  configure o dano moral coletivo, necessário inferir se houve violação  antijurídica de valores coletivos, substrato colhido nos ensinamentos  de Carlos Alberto Bittar Filho:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;“(...) pode-se  afirmar que o dano moral coletivo é a injusta lesão da esfera moral  de uma dada comunidade, ou seja, é a violação antijurídica de um  determinado círculo de valores coletivos. Quando se fala em dano moral  coletivo, está-se fazendo menção ao fato de que o patrimônio valorativo  de uma certa comunidade (maior ou menor), idealmente considerado, foi  agredido de maneira absolutamente injustificável do ponto de vista  jurídico: quer isso dizer, em última instância, que se feriu a própria  cultura, em seu aspecto imaterial”&lt;/i&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt; (&lt;i&gt;in&lt;/i&gt; Pode a coletividade sofrer dano moral?, Repertório IOB de  Jurisprudência, nº 15/96). &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Assim, no caso dos autos,  é preciso perquirir se o ato reiteradamente praticado pela empresa,  de emitir juízo acerca da existência ou não de nexo entre a atividade  e a enfermidade -e, portanto, emitir ou não a CAT-, enseja o reconhecimento  de dano moral coletivo, pois nesta circunstância o que se examina é  se houve lesão de direito extrapatrimonial à comunidade, qual seja,  o pessoal do setor de &lt;i&gt;call-center&lt;/i&gt; da reclamada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Sobre o tema, Raimundo  Simão de Melo salienta o seguinte: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt; “&lt;i&gt;A esfera do  Direito do Trabalho é bastante propícia para eclosão do dano moral,  como vem ocorrendo com frequência e realmente reconhecem a doutrina  e a jurisprudência, inclusive no ambiente laboral, em que são mais  comuns as ofensas morais no sentido coletivo '&lt;/i&gt;stricto sensu&lt;i&gt;'.  No Direito do Trabalho, não são raros os casos de ocorrência de danos  morais coletivos, por exemplo, com relação ao meio ambiente do trabalho,  ao trabalho análogo à condição de escravo, ao trabalho infantil,  à discriminação de toda ordem (da mulher, do negro, do dirigente  sindical, do trabalhador que ajuíza ação trabalhista, do deficiente  físico etc.), por revista íntima etc.” &lt;/i&gt; (MELO, Raimundo Simão de. &lt;i&gt;In&lt;/i&gt; Ação Civil Pública na Justiça  do Trabalho - São Paulo: Ltr, 2004, p. 102).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Esclarecedora, igualmente,  a lição de José Affonso Dallegrave Neto: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt;“... o dano  moral coletivo é aquele que decorre da ofensa do patrimônio imaterial  de uma coletividade, ou seja, exsurge da ocorrência de um fato grave  capaz de lesar o direito de personalidade de um grupo, classe ou comunidade  de pessoas e, por conseguinte, de toda a sociedade em potencial.”&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:100%;"&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;(&lt;i&gt;In&lt;/i&gt;  Responsabilidade Civil no Direito do Trabalho - São Paulo: Ltr, 2008,  p. 172).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Com estes fundamentos  doutrinários e os elementos de prova colhidos ao processo, inarredável  a ocorrência de dano moral coletivo, propiciado pela ré, ao emitir  juízo de avaliação para nexos de acidente laboral/doenças relacionadas  ao trabalho, esquivando-se de emitir a CAT em todas as hipóteses de  LER/DORT, em desobediência ao determinado pela NR-7. Inexiste dúvida  de que tal procedimento acarreta efetivo constrangimento na coletividade,  tanto para os empregados que necessitam de tratamento médico por apresentarem  quadro de LER/DORT, quanto aqueles que podem vir a necessitar de atendimento  por este mesmo motivo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Assim, em que pesem os  respeitáveis fundamentos da sentença, o próprio comando condenatório  permite concluir pela conduta faltosa da empresa, a ensejar o dano moral  coletivo a uma unidade de seus trabalhadores, que não são, contudo,  destinatários de qualquer reparação pecuniária de forma coletiva. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Em decorrência, acolhe-se  o pedido do Ministério Público do Trabalho, nos moldes em que proposto,  fixando-se o valor em R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) para indenização  por dano moral coletivo, revertido ao Fundo de Defesa de Direitos Difusos  (FDD, regulamentado pelo Decreto 1.306/94), cujo valor e destinatário  são pretensões da inicial. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Provido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Ante o exp&lt;a name="DECISUM"&gt;&lt;/a&gt;osto,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;ACORDAM&lt;/b&gt;  os Magistrados integrantes da &lt;a name="orgaojulgador"&gt;&lt;/a&gt;6ª Turma do Tribunal Regional  do Trabalho da 4ª Região, por unanimidade de votos, negar provimento  ao recurso ordinário da Claro S/A. Por unanimidade de votos, dar provimento  ao recurso ordinário do Ministério Público do Trabalho para condenar  a demandada ao pagamento de indenização por danos morais coletivos  no importe de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), revertidos ao Fundo  de Defesa dos Direitos Difusos (FDD). Este valor é acrescido à condenação,  gerando custas de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para a reclamada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Int&lt;a name="decisumfim"&gt;&lt;/a&gt;imem-se.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt; &lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;Porto Alegre, &lt;a name="DataJulgamento"&gt;&lt;/a&gt; 15 de junho de 2011.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;a name="juiz"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="juizassina"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;  MARIA INÊS CUNHA DORNELLES&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;DESEMBARGADORA-RELATORA&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-7696202325838128610?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/7696202325838128610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=7696202325838128610' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/7696202325838128610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/7696202325838128610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2011/08/cat-emitir-ou-nao-emitir.html' title='C.A.T. -  Emitir ou NÃO Emitir?'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-8958152802423957398</id><published>2010-05-04T12:39:00.000-07:00</published><updated>2010-05-04T13:21:34.228-07:00</updated><title type='text'>Fogo nas Pererecas</title><content type='html'>Antes de iniciar esta estória quero informar que os nomes, da empresa e das funcionárias, são fictícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma empresa madeireira, fabricante de compensados de madeiras em que trabalhavam mais ou menos cem empregados, sendo a metade  mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das personagens desta estória era a Ana Lúcia, falava pelos cotovelos, vira e mexe arrumava uma encrenca aqui, outra alí, com as colegas de trabalho.&lt;br /&gt;A gota d'água na paciência do gerente de produção foi certo dia quando Ana foi ensinar uma empregada recém contratada a operar uma máquina de juntar lâminas. Dizem que, de propósito, para não dar lugar para a novata,  a danada desarmou o sistema de segurança e, por sorte grande a novata não perdeu as pontas dos dedos do pé direito. Isso era motivo para ser demitida por justa causa, o que não aconteceu, muita gente ficou desconfiada e com raiva da proteção que a danada recebia do chefão.&lt;br /&gt;Encurtando a estória, a Ana foi transferida para o setor de limpeza.&lt;br /&gt;Dias depois, Marilda que  já tinha uma certa idade, casada ha mais de trinta anos foi até o seu ginecologista reclamando de dores e sensação de queimadura na sua perseguida. O dr. olhou, examinou, constatou uma forte irritação, fêz algumas perguntas das suas relações sexuais e receitou uma pomada anestésica dizendo: Isto é queimadura D. Marilda, como foi que isso aconteceu?&lt;br /&gt;Olinda Ferreira era uma típica nordestina, baixinha de um metro e cincoenta e cinco, braba feito uma cabra da peste, chegou em casa naquele dia dando uma enorme bronca no maridão, foi logo de cara perguntando: Ô cabra, onde foi que você andou metende este pinto?  só pode ter metido em alguma coisa estragada e agora passou pra mim, tô todinha queimada na perereca, é coisa de cabra safado, vai logo falando antes que te meta uma peixeira nesse saco fedorento. E a briga continuou por mais alguns dias e o maridão negando até a morte que não havia dado nenhuma escapada.&lt;br /&gt;Genair Santina, bela morena de rosto bonito, cabelos longos e muito namoradeira,  logo depois do almoço, descansando na sombra de uma árvore e conversando com a amiga Marilda confidenciou que estava com uma coceira terrível nas partes íntimas, que não havia transado com ninguém há mais de quinze dias, o que podia ser essa coceira danada e ardia feito esfolada? perguntou para a colega.&lt;br /&gt;Olinda que estava próxima ouviu e rapidinho disse: Ixê, ó xente, é não é que eu também estou com a mocinha pegando fogo, arde feito queimadura de urtiga, acho que foi coisa do Gervásio que andou com alguma quenga por aí e me passou doença.&lt;br /&gt;Marilda arregalou os olhos e disse para as amigas que ela também estava com a perereca em brasa, que foi ao médico e que era uma queimadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da tarde mais oito outras mulheres reclamavam de queimadura lá nas partes baixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte Ana Lúcia, aquela faladeira e que quase arrancou o pé da colega, estava lavando o banheiro feminino  quando D. Miríades, a chefe da limpeza, chegou devagarinho por detrás da danada, foi chegando  e percebeu que de um dos vasos sanitários saia uma fumacinha, olhou melhor e percebeu que estava repleto de pedras esbranquiçadas que  se derretiam quando misturavas com a água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;D. Miriades chegou devagarinho por detrás de Ana Lúcia, que levou um susto quase caindo de costas quando a chefe pegou aquele pacote ao lado do balde com os panos de limpeza.&lt;br /&gt;- Ana, o que é isso menina? Você está pondo soda cáustica nos vasos sanitários? e pra que encher tanto, quase até a boca? Você não sabe que isto pode intoxicar alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje, quase um ano depois da Ana ser demitida, sem justa causa, não se sabe ao certo se ela encheu os vasos sanitários do banheiro feminho com soda cáustica por ingenuidade ou foi pura maldade para ferir uma das colegas na sua parte mais sensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que o fato causou uma grande confusão, Olinda teve que pedir desculpas para o maridão Gervásio e tempos depois deu uma surra na Ana Lúcia quando encontrou-a fazendo compras dentro das Casas Pernambucanas; Genair Santina que havia conhecido um novo namorado depois de quase dois meses se fazendo de difícil, com a perereca recuperada passou a noite no motel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as pererecas passaram por tratamento com pomada anestésica e voltaram a ficar novinha em folha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-8958152802423957398?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/8958152802423957398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=8958152802423957398' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/8958152802423957398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/8958152802423957398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2010/05/fogo-nas-pererecas.html' title='Fogo nas Pererecas'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-9180488665996714802</id><published>2010-01-31T10:47:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T11:10:51.068-08:00</updated><title type='text'>Socorro, assassinaram o Ato Inseguro</title><content type='html'>Por conta de uma alteração na NR-01 em 04.03.2009 através da Portaria n° 84, alterou-se o item 1.7 da NR-01.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes era assim:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;1.7 - Cabe ao empregador:&lt;br /&gt;a) - ............&lt;br /&gt;b) - elaborar ordens de serviço sobre saúde e segurança no trabalho, dando ciência aos empregados, com os seguintes objetivos:&lt;br /&gt;                   &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt; I - Prevenir atos inseguros no desempenho do trabalho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Agora, ficou assim:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.7 Cabe ao empregador:&lt;br /&gt;a) cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e medicina do trabalho;&lt;br /&gt;b) elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos empregados por comunicados,&lt;br /&gt;cartazes ou meios eletrônicos. (&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Alteração dada pela Portaria n.º 84, de 04/03/09&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi o suficiente para uns e outros sairem por aí falando uma das maiores bobagens que já ouvi neste mundo de saúde e segurança do trabalho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;Acabou o Ato Inseguro, agora as empresas serão sempre consideradas culpadas nos casos de Acidentes do Trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;Salvo engano de minha parte, o decreto acima foi imposto em uma matéria publicada na REvista Proteção, assinada por um médico do trabalho e, pior do que a bobagem acima escrita foi observar muita gente acreditando nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a alteração trazida pela Portaria 84/09 foi somente no sentido de modernizar os instrumentos de comunicação à disposição do empregador na publicação das ordens de serviços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamentavelmente o pessoal da SST do MTE cometeu um deslize ao não manter o texto antigo dando conta de que as ordens de serviços têm por objetivo evitar os acidentes causados pelos atos inseguros, divulgar as obrigações e proibições em matéria de segurança do trabalho; dar conhecimento aos empregados das punições pelo descumprimento de tais ordens; determinar procedimentos em caso de acidentes e outras providências que o empregador entender de direito na prevenção de acidentes e doenças no ambiente de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho trocado algumas farpas - com engenheiros de segurança principalmente - tentando fazer entender que o ato inseguro é inerente ao ser humano, faz parte do nosso livre arbitrio e jamais será extinto com uma canetada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o Judiciário Trabalhista, ao analisar a culpabilidade em caso de pedido de indenização por acidente do trabalho, continuará a existir o Ato Inseguro e a possível condenação do empregado como  culpado no infortúnio trabalhista. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:130%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-9180488665996714802?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/9180488665996714802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=9180488665996714802' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/9180488665996714802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/9180488665996714802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2010/01/socorro-assassinaram-o-ato-inseguro.html' title='Socorro, assassinaram o Ato Inseguro'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-168077866292817848</id><published>2010-01-31T10:25:00.000-08:00</published><updated>2010-01-31T10:44:44.467-08:00</updated><title type='text'>Advogado ou TST?</title><content type='html'>Em 1982 conclui o curso de Supervisor de Segurança no Trabalho - hoje TST na FUNDACENTRO.&lt;br /&gt;Em 1990 me formei em Direito.&lt;br /&gt;Hoje, não raras vezes, me pergunto se sou advogado com especialização em direito prevencionista ou TST com especialização em direito e fico tempo refletindo nos desafios de cada uma das profissões para, ao final, concluir que sou um ser hibrido, sou dois profissionais em um; às vezes me apresento como TST e outras tantas como advogado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro dos momentos que vivi como TST sabendo mais que qualquer advogado em matéria de direito prevencionista e de quantas vezes me senti injustiçado quando as empresas,  para as quais prestava serviço de consultoria, ao final sempre consultavam o seu advogado para ter certeza e a segurança em adotar determinadas medidas, fundamentadas na legislação, que eu havia recomendado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra final era sempre do advogado, inobstante se o causídico conhecia, ou não, a legislação pertinente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi uma das boas razões que me levaram a concluir, com muitos sacrifícios, o curso de Direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, como advogado, as empresas acreditam naquilo que digo, naquilo que recomendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro de mim o TST fica só observando e sorrindo orgulhoso e troca a gentileza quando, ministrando um curso de CIPA eu me apresento como TST especializado em direito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-168077866292817848?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/168077866292817848/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=168077866292817848' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/168077866292817848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/168077866292817848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2010/01/advogado-ou-tst.html' title='Advogado ou TST?'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-5984028900003548527</id><published>2009-10-21T12:31:00.000-07:00</published><updated>2009-10-21T12:47:00.171-07:00</updated><title type='text'>Treinamento CIPA da Distribuiora Santa Cruz</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9lL7uaa2I/AAAAAAAAASc/R1hew9861pc/s1600-h/DSC04496.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9lL7uaa2I/AAAAAAAAASc/R1hew9861pc/s200/DSC04496.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395142134298471266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9ki9JTcII/AAAAAAAAASM/yYTKVrtY0EQ/s1600-h/DSC04485.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9ki9JTcII/AAAAAAAAASM/yYTKVrtY0EQ/s200/DSC04485.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395141430305058946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9kJJTKhOI/AAAAAAAAASE/f8SbaS-iFeI/s1600-h/DSC04493.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9kJJTKhOI/AAAAAAAAASE/f8SbaS-iFeI/s200/DSC04493.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395140986891044066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9jomGrmxI/AAAAAAAAAR8/k9645unptxQ/s1600-h/DSC04489.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9jomGrmxI/AAAAAAAAAR8/k9645unptxQ/s200/DSC04489.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395140427687631634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9jPk3nOtI/AAAAAAAAAR0/lmrUqDUt0OU/s1600-h/DSC04488.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9jPk3nOtI/AAAAAAAAAR0/lmrUqDUt0OU/s200/DSC04488.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395139997859265234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;No mês de Setembro realizei treinamento para os componentes da CIPA da empresa Distribuidora Santa Cruz em Curitiba.&lt;br /&gt;Foi uma turma muito interessante, de alto nível e todos tiveram uma parcipação bastante ativa, sem exceção todos os membros demonstraram bastante interesse em todos os assuntos abordados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou relacionar o nome de todos os participantes e destacar as "figurinhas".&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9iH-NoF9I/AAAAAAAAARs/9IVZx47BJuY/s1600-h/DSC04477.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9iH-NoF9I/AAAAAAAAARs/9IVZx47BJuY/s200/DSC04477.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5395138767711901650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-5984028900003548527?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/5984028900003548527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=5984028900003548527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/5984028900003548527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/5984028900003548527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/10/treinamento-cipa-da-distribuiora-santa.html' title='Treinamento CIPA da Distribuiora Santa Cruz'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/St9lL7uaa2I/AAAAAAAAASc/R1hew9861pc/s72-c/DSC04496.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-6780392871284863063</id><published>2009-05-09T02:31:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T17:53:16.135-07:00</updated><title type='text'>Memórias vivas de um velho TST - Parte I</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Os Primeiros Desafios&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/SgVd3q7020I/AAAAAAAAAPM/yq6QmoDmyi0/s1600-h/DSC03421.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/SgVd3q7020I/AAAAAAAAAPM/yq6QmoDmyi0/s200/DSC03421.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333772544689625922" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Aos colegas peço a mais humilde permissão para escrever estas linhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de iniciar quero dizer que não me considero melhor que ninguém, penso que posso saber um pouco mais, de alguma coisa, pelo tempo que tenho de experiência nessa área de Segurança do Trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou lá no início dos anos 80 (do século XX) quando iniciando minha carreira na área de Recursos Humanos - na época DP Departamento Pessoal - um velho e bom amigo da época, contador da empresa, Zalnir Caetano, um dia me aconselhou a fazer o curso de "Supervisor de Segurança no Trabalho", que era um bom negócio principalmente para mim que estava nessa área de DP. e a procura por tal profissional era grande e o salário era bom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo os conselhos do amigo procurei a Fundação Jorge Duprat - A FUNDACENTRO, que na época, em parceria com o Ministério do Trabalho, ministrava o curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis meses era a duração do curso. Seis meses somente de matérias que interessavam diretamente à profissão: Legislação - estudo de todas as Normas Regulamentadoras - Prevenção contra incêndios, primeiros socorros, direito do trabalho e outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final do curso algumas visitas em grandes empresas e... ponto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje vimos os cursos com duração de ano e meio, uma grade curricular cheia de matérias que só servem para "encher linguiça", enrolar no tempo e ganhar dinheiro dos incautos que são "enrrolados" na promessa de uma profissão com bons salários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando me formei em dezembro de 82 tinha trocado de emprego, estava agora como gerente de pessoal de uma metalúrgica que tinha em torno de 300 empregados. Era uma boa empresa, um dos sócios era Holandêz e tinha uma mentalidade muito aberta para os assuntos de segurança no trabalho e me permitiu colocar em prática todos os conhecimentos recém adquiridos no curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar da empresa ter um SESMT resumido a um único TST, desenvolvemos muitas melhorias na área metalúrgica. Havia na empresa um setor de Galvanoplastia, equipamentos velhos, antigos e deteriorados em que se fazia a niquelação, cromagem e outros tratamentos químicos nos metais que eram produzidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na galvanoplastia trabalhavam em torno de trinta empregados nas piores condições de insalubridade possível e imaginável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro que o encarregado, José Kravtz, guardava a sete chaves um determinado produto que era utilizado no processo e que ninguém mais, fora ele e o gerente de produção, tinha acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curioso, depois de impor as minhas prerrogativas de encarregado do DP e "Supervisor em Segurança do Trabalho" consegui ter acesso ao tal produto guardado em alto segredo: Arsênico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns dias depois, atendendo a reclamação de alguns vizinhos em residência nos fundos da empresa fui até lá. Um pequeno riacho passava pelos fundos do terreno da empresa e uma dezenas de pequenas casas ocupavam de forma irregular as suas margens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu que patos, galinhas e outros animais domésticos estavam morrendo e a suspeita vinha da água que era despejada pelo esgoto da empresa diretamente no pequeno riacho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo a estória. Era o tal do arsênico, altamente tóxico, utilizado no processo de galvanoplastia, depois do processo de produçãe era liberado diretamente no esgoto que corria direto para o riacho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobres patos, galinhas e marrecos que morreram, pobres pessoas que foram retiradas às pressas de suas casas, pobre empresa que foi multada em alta soma, teve interditado o setor de galvanoplastia e gastou alguns milhares de cruzeiros (à época) para construir um setor novo e mais moderno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;continua...&lt;br /&gt;Nos próximos post vou contar a estória do leite e da insalubridade no setor de galvanoplastia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, também a estória do registro de empregado do funcionário morto em um acidente do trabalho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-6780392871284863063?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/6780392871284863063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=6780392871284863063' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/6780392871284863063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/6780392871284863063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/05/memorias-vivas-de-um-velho-tst-parte-v.html' title='Memórias vivas de um velho TST - Parte I'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/SgVd3q7020I/AAAAAAAAAPM/yq6QmoDmyi0/s72-c/DSC03421.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-1620758563894799351</id><published>2009-05-08T07:32:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T17:51:31.086-07:00</updated><title type='text'>Memórias vivas de um velho TST -  Parte II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/SgRMK-DrUsI/AAAAAAAAAO8/Ico2eE00c4I/s1600-h/DSC03421.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/SgRMK-DrUsI/AAAAAAAAAO8/Ico2eE00c4I/s200/DSC03421.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333471610054333122" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Insalubridade e o Leite !&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois daquele acidente com o arsênico, muitos patos, marrecos e galinhas mortas, muitos milhares de cruzeiros em multas e em indenização para os moradores e a construção de um novo setor que havia sido interditado, a vida continuou nesta nova empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1985 troquei de emprego, outro bem melhor, salário triplicado. Saí de um grupo de empresas - construção civil, concreteira e metalurgia - para ingressar nessa indústria metalúrgica, com aproximadamente 300 empregados, no cargo de Gerente de Pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no primeiro dia de trabalho me deparei com uma cena interessante, um caminhão descarregava algumas caixas de leite em saquinhos de um litro, três caixas com duas duzias de litros cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perguntando me informaram que era o leite para o pessoal da galvanoplastia, dois litros para cada um, trinta funcionários, o que totalizava em torno de sessenta litros por dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No horário do primeiro intervalo para repouso, na parte da manhã, os operários da galvanoplastia formavam um fila na porta da cozinha para pegar a quota diária do leite que levavam direto para o setor onde trabalhavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro Murski era um alemão, quase dois metros, cabelo amarelo e braços peludo parecia um urso branco, boa gente, simpático, comunicativo sempre nos visitava no departamento pessoal, invariavelmente uma vez por semana para pedir um vale por conta do pagamento. A empresa nesse ponto era uma mãe e permitia esse tipo de benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, aproveitando a visita do ursão, pensando em usá-lo como locutor da rádio peão, disse para ele que a empresa estava pensando em suspender a entrega do leite para o pessoal da galvanoplastia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustado ele perguntou o por quê dessa decisão e eu tentei explicar-lhe que o leite não tinha nenhuma propriedade antídota contra os produtos químicos que existiam naquele setor, ao contrário, contribuiam para a inalação daqueles produtos químicos diretamente para o estômago; que o leite não ia para os pulmões, para onde eram inalados os produtos quimicos, etc, e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal foi a minha surpresa quando, depois dessa explicação, quase em lágrimas o alemão pediu para que eu não fizesse isso, que esse leite iria fazer falta para ele que tinha cinco filhos, que todos os dias na hora do almoço ele levava aqueles dois litros de leite para as crianças que estavam esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Deus. O coração numa mão e o cérebro na outra. Eu tinha o poder de decidir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a pior notícia ainda ele não sabia e nem eu tive coragem para informá-lo: O adicional de insalubridade também iria ser suspenso tendo em vista que as novas instalações eram modernas, havia exaustão suficiente e novos equipamentos de proteção de respiração estariam sendo utilizados no mês seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que, mesmo contra a minha vontade e sem minha autorização a notícia da suspensão do leite e do adicional de insalubridade "vazou".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei sabendo do vazamento da notícia no final do expediente, por volta das dezoito horas saindo no portão da empresa fui cercado por trinta operários que queriam ter uma "conversinha" comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que estória era essa, perguntou um deles, de tirar do nosso salário o adicional de insalubridade, vai ter que explicar direitinho disse o "tição" negrinho de um metro e meio de altura e dois de valentia; e fui sendo cercado, aquado, tô ferrado, pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei rápido e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- calma pessoal! não é nada disso, apenas vamos trocar o nome do vencimento, o adicional de insalubridade vai ser somado no salário, ninguém vai perder nada, no final do mês o valor vai ser o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há bão! disse um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devagarinho eu fui explicando,os outros foram entendendo, eu suando mas ao final tudo certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo tive que convencer a diretoria da empresa para que se somasse o valor do adicional de insalubridade e de quarenta e cinco litros de leite no salário de cada um deles, extinguindo assim a entrega diária de leite e o famigerado adicionalde insalubridade, sem alterar o valor final do salário de cada um deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os novos empregados não receberiam o adicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaram todos felizes e eu livrei meu couro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-1620758563894799351?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/1620758563894799351/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=1620758563894799351' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/1620758563894799351'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/1620758563894799351'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/05/memorias-vivas-de-um-velho-tst-parte-iv.html' title='Memórias vivas de um velho TST -  Parte II'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/SgRMK-DrUsI/AAAAAAAAAO8/Ico2eE00c4I/s72-c/DSC03421.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-231695238955714987</id><published>2009-05-07T15:31:00.001-07:00</published><updated>2009-05-24T17:54:58.699-07:00</updated><title type='text'>Memórias vivas de um velho TST - Parte III</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/SgNiJbVprNI/AAAAAAAAAO0/shFhV12i7AU/s1600-h/DSC03421.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/SgNiJbVprNI/AAAAAAAAAO0/shFhV12i7AU/s200/DSC03421.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333214297833712850" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;RIBEIRO, Antonio - O mais velho e esperto TST que conheci.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses quase trinta anos de profissão, conheci muitos colegas, alguns se tornaram meus amigos e outros ficaram na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início dos anos 90 eu ministrava muitos cursos de CIPA nas empresas e no SENAC, era uma época em que somente TST devidamente cadastrados pela DRT eram autorizados a ministrar o treinamento previsto na NR-05 e a carga horária era então de 18 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um tempo de bonanza, muito trabalho e bons rendimentos financeiros que me garantiram uma boa vida para mim e para a minha família. Sempre tive prazer em dizer que, como TST tinha uma boa casa, dirigia um bom carro e até sobrava para uma boa dose de Johnny Walker e férias de 15 dias na praia todos os anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas andanças, certa vez o Rober Habu Anna, médico do trabalho, meu amigo e parceiro, me apresentou um certo Técnico em Segurança do Trabalho, seu nome era Antonio Ribeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ribeiro, como chamávamos, era um senhor de certa idade, talvez mais ou menos setenta anos, nunca perguntei quantos do seu tempo de experiencia, mas acredito que ele era dos mais antigos feitores - comuns na construção civil - que com o advento da Lei 6.514/77 ganharam do MTb o título de Supervisor de Segurança do Trabalho. Pouco entendiam da legislação vigente, tinham uma boa vivência prática nos canteiros de obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era de estatura baixa, não mais do que um metro e sessenta, entroncado, baixinho, pele parda tendendo para negro, meio gordo e cara de indio misturado com nordestino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestia trajes de malandro carioca, sapatos brancos, calça de tergal engomada e com vincos, camisa florida de gola sobre o paletó; um grande anel de pedra vermelha no dedo anular da mão direita e uma grossa corrente de ouro no pescoço. Tudo bem regado com uma boa e forte dose de almiscar que denunciava a sua presença a uma grande distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma figura que não passava desapercebida nem em parque de diversões, parecia um bicheiro daquelas chanchadas do bechiga paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não escondia de ninguém que era casado e tampouco se constrangia em dizer que a sua mulher, já velha não dava mais conta do recado há muito tempo e que por isto, mantinha uma namorada fixa, uma "gatinha" dizia o velho Ribeiro quando se referia a sua namorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não se importava em cantar aos quatro ventos que no café da manhã comia meia duzia de ovos de pato com cerveja caracu, todos os dias, para manter a potência, afinar o óleo e dar conta da gatinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ribeiro frequentava o bar e restaurante de um amigo gay, no centro da cidade para onde me convidou a ir comer uma feijoada no sábado e conhecer a sua "gatinha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci a gatinha do Ribeiro. Um dia desses qualquer eu falo da gata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre as peculiaridades que fazia do Ribeiro uma figura impar e admirável, uma era a forma como ele desempenhava a sua profissão de TSTe o seu relacionamento com os fiscais da DRT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antonio Ribeiro tinha doze CTPS, isso mesmo, doze carteiras profissionais e trabalhava como TST resgistrado em doze empresas diferentes, com doze patrões, uma duzia de salários e mais outro tanto de empresas em que atuava como "prestador de serviços"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo que fomos apresentado, ele sabendo que eu ministrava cursos de CIPA me convidou para ministrar o treinamento para os membros da comissão de uma de "suas" empresas, de cara me perguntou quanto eu cobrava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época a moeda era o Cruzeiro e respondendo disse para Ribeiro que o valor pelo curso seria de CR$ 900,00 o que era um ótimo valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cr$ 900,00 retrucou.&lt;br /&gt;- Sim. respondi.&lt;br /&gt;- Tá certo, disse ele, continuou sem rodeios e perguntou:&lt;br /&gt;- O que eu conseguir a mais, lá na empresa, é meu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espantado pela direta e rápida cantada de proprina, sem pensar direito respondi que sim, o que ele conseguisse a mais na empresa eu lhe pagaria a título de comissão, isso era normal, dar uma agradinho para o comprador da empresa ou para o TST.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá certo, disse ele, vamos marcar a data e o horário do curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na época havia uma enorme burocracia para se ministrar o curso da CIPA nas empresas. O TST era cadastrado na DRT, a cada treinamento tínhamos de fazer um ofício informando o nome da empresa, a data e horário do treinamento e os nomes dos funcionários que participariam do treinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não eram raras as vezes em que, durante o curso recebiamos a visita de um "fiscal" da DRT que acompanhava algumas horas do treinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para finalizar o processo burocrático, ao final do curso havia um relatório de informações sobre a condução do curso, as matérias ministradas, o material didático utilizado e uma relação final dos participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1989 a portaria ___ modificou a CIPA e hoje qualquer um pode ministrar o curso da CIPA sem nenhuma burocracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na data e horário combinado com o Ribeiro, compareci na segunda-feira para iniciar o curso. Era uma Transportadora e a CIPA era composta de oito componentes mais uma secretária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciamos os trabalhos as oito horas da manhã e pouco antes do almoço encerramos o primeiro dia do curso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final deste dia inaugural, antes de ir embora perguntei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ribeiro, tenho que lhe trazer a Nota fiscal do treinamento para ser entregue na tesouraria e receber na sexta-feira, qual o valor da Nota?&lt;br /&gt;- Calma, calma disse-me ele. vai dando o curso que estou negociando o valor.&lt;br /&gt;- Tá certo! disse e fui embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terça-feira, segundo dia de aula, final da aula pegunto: Ribeiro, qual o valor da Nota fiscal? Calma disse ele outra vêz, estou vendo o valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim se passou a quarta e a quinta feira, eu aprensivo para saber o valor que eu emitiria a Nota Fiscal, afinal eu dependia deste documento fiscal para também receber a minha parte de Cr$ 900,00 fora a comissão do velho Ribeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira, último dia do curso, já meio impaciente e meio ríspido disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ribeiro, preciso emitir a Nota Fiscal, você precisa me dizer o valor!&lt;br /&gt;- Tá certo, tá certo respondeu ele, pode tirar a nota fiscal.&lt;br /&gt;- De quanto, qual o valor? perguntei.&lt;br /&gt;- Cr$ 2.000,00 disse ele.&lt;br /&gt;- O quê!!!! 2.000? perguntei quase caindo de costas.&lt;br /&gt;- Isso mesmo que você ouviu, do jeito que combinamos, a minha parte fora os teus Cr$ 900,00 você me entrega depois, lá no bar do Mario, pode ser no sábado?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estava acreditando naquilo, não era verdade, havia algum engano. A nota fiscal de Cr$ 2.000, sendo Cr$ 900,00 para mim que trabalhei a semana inteira e Cr$ 1.100,00 para o Ribeiro, não, não, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, trato era trato, era quase contrato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda feira seguine recebi o valor de Cr$ 2.000 e no sábado fui até o restaurante do amigo gay levar os Cr$ 1.100 do Ribeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele sábado a festa com a gatinha deve ter sido em suíte de primeira com direito a todas as mordomias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca mais caí noutra igual. Cada vez que ministrava um curso para uma das empresas do Ribeiro, o valor era pré combinado e em valores justos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-231695238955714987?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/231695238955714987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=231695238955714987' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/231695238955714987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/231695238955714987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/05/memorias-vivas-de-um-velho-tst-parte-i.html' title='Memórias vivas de um velho TST - Parte III'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/SgNiJbVprNI/AAAAAAAAAO0/shFhV12i7AU/s72-c/DSC03421.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-1694573752594299551</id><published>2009-05-07T11:23:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T17:56:37.553-07:00</updated><title type='text'>Memórias vivas de um velho TST - Parte IV</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/SgNIf4C8SyI/AAAAAAAAAOs/BUSkGi9JuRs/s1600-h/DSC03421.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/SgNIf4C8SyI/AAAAAAAAAOs/BUSkGi9JuRs/s200/DSC03421.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333186096194669346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Filminho pornô para as freiras!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro ao certo quantos cursos de CIPA já ministrei nesses mais de vinte anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até a edição da Portaria 8 de fevereiro de 1999 somente TST devidamente cadastrados pela DRT tinha autorização para ministrar o curso da NR-05.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Invariavelmente todas as semanas havia um curso para ser ministrado, se não pela minha empresa de consultoria, era pelo SENAC e alguma semana era um curso pela manhã e outro na parte da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1989 fui convidado para ministrar um curso de CIPA em um hospital da cidade que era mantido por uma instituição religiosa e todas as áreas de enfermagem e administração eram comandadas por freiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que era a CIPA mais insólita que ja havia treinado, era toda especial, dos seus dezeseis membros, dez eram mulheres e destas, nove eram freiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas vestidinhas com seus uniformes impecáveis, algumas moças novas, outras senhoras de certa idade, algumas votadas e representantes dos empregados, outras indicadas, enfim, tudo igual a uma CIPA qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos homens, um era da manutenção e outro da portaria, ambos indicados pela empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso deixar de mencionar que uma das freiras, moça nova e muito bonita, era sem dúvida a freira mais linda que já havia conhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feitas as apresentações iniciamos o curso como era de constume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No último dia de curso, na sexta-feira, depois de cinco dias convivendo com aquelas pessoas na parte da manhã, o nosso relacionamento já era o de velhos conhecidos, o que permitia algumas brincadeiras que, aliás, sempre utilizei desse artifício para que as pessoas se sentissem a vontade e com alegria durante o treinamento. O bom-humor, com classe e respeito, deve fazer parte de qualquer treinamento, claro que tudo dentro da medida certa e no momento certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em agosto de 1985 o Ministéiro da saúde, em conjunto com o Ministério do Trabalho, instituiu a obrigação, no âmbito das empresas, a fazer orientações para os empregados sobre a AIDS, doença que desde 1982 vinha assustando o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela portaria estabeleceu que ficaria a cargo das CIPAs da empresa fazer a divulgação das formas de prevenção daquela doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer horas dessas eu conto como ganhei muito dinheiro com esta portaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, voltando ao assunto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abordar esse assunto da AIDS nos cursos de CIPA era uma tarefa meio complicada, o assunto ainda era pouco conhecido e pouco divulgado, praticamente não havia material didático e alguns videos que havia na época eram ou muito técnico ou muito vulgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na nossa biblioteca tínhamos três filmes sobre AIDS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um deles era produzido por um laboratório, direcionado para os médicos, era extramente técnico;&lt;br /&gt;- Outro era uma produção do Globo Repórter, o que mais utilizavamos para os cursos de CIPA.&lt;br /&gt;- O tereceiro era uma produção nacional, dirigida para a construção civil em que o ator Lima Duarte fazia a locução do filme e utilizava de uma linguagem apropriada e algumas figurinhas bem simples para ilustrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse terceiro filme, dirigido par a construção civil era muito engraçado, o texto fora escrito com objetivo claro de se comunicar com os operários de obra e utilizava o "palavreado" simples usado em obras, bem popular, as vezes grotesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa das cenas, para se referir ao sexo anal, que era o grande tabu e transmissor principal da AIDAS, Lima Duarte dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pessoal, cuidado com esse negócio de comer o fio-o-fó dos outros, porque esse bichinho da aids é piquininho e vai junto com a gala (esperma) do pião e entra pelo fi-o-fó e cai no sangue e aí o peão vai pegar essa doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nesse tom de conversa e com essa linguagem o video tinha uma duração de vinte minutos. Tinha o seu valor didático, educativo e prevencionista na medida em que passava a mensagem na linguagem utilizada pelos trabalhadores da construção civil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, naquela sexta-feira, último dia do curso, era o momento de tocar no assunto, na AIDS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo pela manhã, por volta das 07:30 passei rapidinho no escritório para pegar a fita VHS com o filme sobre AIDS e fui para o hospital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iniciando a aula daquele útimo dia, disse para a turma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hoje, nosso último dia do curso, depois de tratarmos de todas as matérias ligadas diretamente sobre segurança e medicina do trabalho, vamos tratar de tres assuntos diferentes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Prevenção a AIDS que é uma obrigação da CIPA;&lt;br /&gt;- Primeiros socorros&lt;br /&gt;- Prevenção e combate a incêndios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuei dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pessoal, o negócio é o seguinte, temos que tratar de um assunto novo, para alguns é meio constrangedor, mas sou obrigado a tocar no assunto tendo em vista que é obrigação da CIPA alertar os empregados sobre a prevenção dessa doença que está assunstando o mundo e é altamente transmissível pela via sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vou passar um filme sobre AIDS e me dirigindo às freiras disse que todas poderiam ficar à vontade, quem não quiser assistir, pode se retirar da sala que não vou computar como falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok?, tudo bem, vamos fazer o seguinte:&lt;br /&gt;- Tenho que entregar essa documentação lá no DP do hospital, vou colocar o filme no video e vou até o DP, vou deixá-las sózinhas, à vontade, para assistir ao file e daqui uns quinze minutos eu volto. Tá certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tudo bem concordou a mais velha delas e presidente da CIPA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente coloquei o filme no VC e saí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais ou menos uns quinze minutos voltei, abri a porta, entrei e CONGELEI!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem saber o que fazer, sem saber o que dizer, mudo, estático na porta e de olhos arregalados via o Sr. Lima Duarte dizendo, em alto e bom som,: "pessoal, esse negócio de comer o fi-o-fó de outro pião é muito perigoso"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu simplesmente tinha colocado o filme que era para a construção civil. O desastre estava feito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei as freiras da porta onde estava congelado, algumas de cabeça baixa, algumas ruborizadas, de repente todas me olhararm e com os olhos pediam: tira isso daí pr favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voei em direção ao Video Cassete, desliguei e por alguns segundos fiquei mudo para depois dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Me perdoem. A nossa estagiária me entregou o filme errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na segunda-feira tive que me dirigir ao escritório da irmã diretora, me desmanchar em desculpa, me propor a não cobrar pelo curso e tantas outras promessas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A irmã fez questão de me pagar pelo treinamento mas nunca mais fui chamado de volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro de 1991 o meu filho João Gabriel nasceu naquel hospital e no dia de seu nascimento, enquanto esperava a sua chegada, nos corredores do hospital encontrei aquela freira linda, no me lembro do seu nome, me olhou de lado, deu um sorrizinho maroto e desapareceu no final do corredor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-1694573752594299551?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/1694573752594299551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=1694573752594299551' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/1694573752594299551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/1694573752594299551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/05/memorias-vivas-de-um-velho-tst-i.html' title='Memórias vivas de um velho TST - Parte IV'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/SgNIf4C8SyI/AAAAAAAAAOs/BUSkGi9JuRs/s72-c/DSC03421.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-569572330577442859</id><published>2009-05-07T08:34:00.000-07:00</published><updated>2009-05-24T18:00:24.872-07:00</updated><title type='text'>Memórias vivas de um velho TST -  Parte V</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; O Registro de Contrato de Trabalho de um Operário Morto em Acidente do Trabalho&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;A seleção brasileira de 82, segundo os entendidos, foi a melhor seleção brasileira formada em todos os tempos, sob a conduta do maestro Tele Santana os craques Zico, Sócrates, Junior, Falcão e cia., jogavam por música e venceram de forma brilhante os dois primeiros jogos da primeira fase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro jogo seria no dia seguinte contra a Nova Zelândia. No primeiro jogo ganhamos da antiga União Soviética por 2x1, gols de Sócrates e Eder; no segundo jogo outro baile de bola onde enfiamos 4 a 1 na Escócia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na construtora onde era chefe do DP, trabalhavamos eu e mais três auxiliares naquela manhã tranquila em que o dia prometia transcorrer tudo dentro da normalidade de sempre. lá fora um forte vento soprava anunciando a vinda de chuva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta das nove e meia alguém entrou apressado pela porta de vidro que dava acesso ao escritório, na primeira porta a direita, logo no início do corredor estava o guichê de atendimento e a porta de entrada do departamento pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustado um dos empregados da oficina entrou gritando que havia acontecido um acidente no barracão da oficina e que parecia ser grave. Alguém caiu do telhado, gritava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Corremos eu e mais algumas pessoas até o local que ficava aproximadamente cem metros de onde estávamos, chegando ao local me deparei com um corpo, imóvel, estendido sobre uma bancada de retífica de motores, de bruço não podia ver seu rosto e fiquei no momento sem saber quem estava ali, parecia morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando para cima percebia-se um buraco no telhado de amianto, a telha quebrada demonstrava que não havia suportado o peso daquele pobre coitado, não tinha suporte por debaixo, rompendo e causando aquilo que anunciava ser uma tragédia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao corpo, sem tocá-lo, olhando por debaixo consegui ver o rosto do acidentado, era um desconhecido, quem era aquele homem perguntei para uma pequena multidão que rodeava o local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabia, não era nenhum dos empregados, era um estranho, mas o que fazia aquele homem no telhado do barracão, perguntei novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando alguém respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele estava consertando o telhado, foi seu Haulin que mandou ele fazer o serviço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haullin Makários era o dono da empresa, empresário polêmico, descendente de libanês, sem muitas regras para conduzir seus negócios construiu um belo grupo de empresas atuando como "gato" nas grandes obras de construção de rodovias, iniciou seus negócios lá pelo início dos anos 70 na Bahia e havia mais ou menos cinco anos que atuava no estado do Paraná onde fundou a Construtora de obras viárias, uma metalúrgica e uma concreteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com aquele corpo alí estático, fui informado que o patrão havia chamado aquele homem para fazer a limpeza dos telhados dos barrações e nada avisou ao departamento pessoal a presença do fulano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele está respirando, disse alguém!&lt;br /&gt;- Vamos levar esse cara para o hospital! disse o Mauro, meu auxiliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construtora, nosso local de trabalho, ficava afastado a mais de cinco quilômetros do hospital mais próximo e a via de acesso era uma estrada esburacada e poeirenta, naqueles tempos não havia atendimento por sistemas de emergência que chegasse rápido ao local de qualquer acidente e por isto a tarefa de levar o acidentado para o atendimento médico era nossa obrigação imediata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velha Ford Belina marron serviu de ambulância, o corpo do homem que ainda respirava foi colocado no porta malas e eu de motorista, acompnhado pelo mauro que ia segurando o corpo, em alta velocidade entrei pela estrada esburacada e poeirenta em direção ao pronto socorro em São José dos Pinhais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento soprava mais forte, quase onze da manhã as nuvens esconderam o sol, parecia fim da tarde, escureceu rápido e uma forte chuva se avistava no horizonte, sacolejando o corpo que o Mauro tentava manter no lugar eu dirigia para a cidade em busca do atendimento para aquele pobre homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de pouco mais de uma hora, voltamos para o escritório, era intervalo de almoço e algumas pessoas se aproximaram perguntando como estava o homem, não sabemos disse, deixamos lá no hospital aind vivo, mas parecia muito grave e havia sinais de fratura da coluna vertebral e um forte impacto na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo instante outro auxiliar do DP me informou que se tratava de um senhor morador próximo á empresa, que o patrão através de um vizinho chamou para fazer a linmpeza no telhado da oficina; mas o nome dele ninguém sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de algumas indagações ficamos sabendo do seu nome e onde morava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente mandei alguém até a residencia do acidentado chamar alguém da família e poucos minutos depois uma senhora, esposa daquele homem veio até o DP, chorando disse que foi informada por um vizinho sobre o acidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns poucos minutos de conversa eu disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O seu marido tem Carteira Profissiona?&lt;br /&gt;- Sim respondeu a mulher.&lt;br /&gt;- Pois bem, então vá até a sua casa e me traga agora toda a documentação do seu marido, CTPS, RG e tudo o que a sra. encontrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus auxiliares que estavam próximos, com o olhar de espanto, um deles perguntou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que você vai fazer?&lt;br /&gt;- Vou fazer o registro de empregado daquele homem. Respondi. &lt;br /&gt;- Você está louco! exclamou o Mauro.&lt;br /&gt;- Acho que ainda não. retruquei.&lt;br /&gt;_ Mas... como ele vai assinar os documentos? perguntou-me o outro.&lt;br /&gt;- A gente dá um jeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois a mulher retornou com os documentos do acidentado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chamei o Mauro, entreguei-lhe os documentos dizendo:&lt;br /&gt;- Registra o homem, carpinteiro, disse.&lt;br /&gt;- Você ta doido chefe! retrucou o Mauro com os olhos arregalados.&lt;br /&gt;- E a assinatura? Perguntou o outro.&lt;br /&gt;- Nada que uma mão esquerda não possa fazer. Respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela mesma noite, as 23:00 h. ele faleceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu, estava empregado, mesmo que na experiência, com apenas dois dias de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Seguro contra Acidentes do Trabalho, um dos melhores benefícios da previdência, não tem carência nenhuma para garantir ao empregado acidentado no trabalho toda a assistência necessária, inclusive aposentadoria por invalidez e, no caso de morte do segurado, pensão para os dependentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chegou o dia do jogo mais esperado da primeira fase daquela copa do mundo de 1982 . Brasil x Rússia ( URSS - União Soviética) e todos estávamos ansiosos porque trabalharíamos somente até o meio dia e todos seriamos dispensados para ver o jogo que seria as duas da tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já estava dentro do ônibus da empresa, pronto para ir embora quando alguém se aproximou e me disse:&lt;br /&gt;- Seu Haullin quer você no escritório central agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Escritório central ficava em Curitiba, mais de quarenta quilômetros de distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Há não! Hoje não! Logo agora, quase na hora do jogo, o que este turco quer comigo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei então, vou correndo ver o que ele quer e ainda dá tempo de ir para casa ver o jogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me mandei para o escritório do homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prédio do Centro Comercial Itália, o CCI fora recém construído nas esquinas das Ruas João Negrão com a Marechal Floriano, era o prédio mais alto da cidade e recém inaugurado virou o ponto administrativo mais procurado para escritórios das grandes empresas que ali se instalavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correndo peguei o elevador, apertei o botão do 23° andar onde estava a fera, que muitos sabiam do seu mau humor e a falta de educação que tinha com as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando fui recebido pela Eliane, coitada da secretária, ou coitado de mim que fui recebido por ela com um olhar misto de medo, espanto e pena, de mim claro, pois ela já sabia do assunto. Eu desconfiava. Devia ser o morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei na sala do poderoso e junto com ele estava o advogado da empresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui recebido por ambos que, do alto de seus poderes econômico e jurídico, me fuzilaram com seus olhares nada amigáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que estória e essa do cara morto? Perguntou-me o poderoso já de cara.&lt;br /&gt;- Aquele que o Sr. Mandou trabalhar no telhado sem me avisar? Perguntei de uma forma bem desaforada.&lt;br /&gt;- Sim, esse mesmo, é verdade que você fez o registro de empregado do cara morto? Continuou perguntado o patrão.&lt;br /&gt;- Sim, isso mesmo, Respondi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O advogado entrou em ação dizendo:&lt;br /&gt;- Mas isso é fraude contra o INPS (naquele tempo era assim denominada a previdência de uma forma genérica)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhei para o advogado, de forma desafiadora disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vc. Queria o quê? Responder perante o ministério do trabalho por ter um trabalhador morto, dentro da empresa e sem registro de trabalho? Falei já levantando o tom de voz e pensando: não vou deixar esses caras me massacrarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E tem mais! Continuei falando e olhando para o advogado.&lt;br /&gt;- O que você quer é ver o circo pegar fogo, a empresa ser multada pelo INPS, processada pela família do morto e, com isto, ter serviço e faturar em cima da desgraça alheia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falava e de soslaio olhava para o relógio, faltavam menos de dez minutos para começar o jogo. Preciso sair logo daqui, pensei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você é um burro! Disse para o advogado que estalou os olhos me olhando incrédulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mal acabei de elogiar o nobre causídico quando o patrão, dando um murro na mesa, gritou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você está despedido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta bom! e para a surpresa deles, me levantei e saí em direção à porta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não queria perder um minuto sequer do jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi um jogão. Brasil venceu fácil a Nova Zelãndia por x 0 com direito a show de bola, dois gols de Zico, um de Falcão e mais um de Sérginho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu estava despedido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quita-feira, pela manhã fui trabalhar normalmente, cumprimentei o Rubens Cividanes, outra grande figura, meio louco mas boa gente, sócio gerente administrativo do grupo que nada me falou,penso que nada sabia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui para o DP e todos me olhavam de lado, meio assustados, curiosos querendo saber o que houve no dia anterior na sala do patrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidinho contei tudo dizendo que eles teriam novo chefe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Gazeta do Povo é o maior jornal do Paraná, circula em Curitiba e publica os melhores anúncios de emprego no estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ler a página de esportes, dando conta da bonita vitória do Brasil na Copa do Mundo, passei para o cadernos de classificados, sem maiores intenções, mesmo sabendo que estava com a minha batata assando, ou melhor, queimando, mas o negócio era começar a se preocupar na busca de um novo emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira página do caderno de classificados, estampado em um quarto de página o anúncio dizia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;INDÚSTRIA METALÚRGICA DE MÉDIO PORTE&lt;br /&gt;PROCURA&lt;br /&gt;ENCARREGADO DE DEPARTAMENTO PESSOAL&lt;br /&gt;- Ótimo Salário – Benefícios –etc.&lt;br /&gt;- Exigências e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensei duas vezes, abandonei rapidamente a sala, disse para os auxiliares que estava indo até Curitiba e voltava depois do almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até a empresa, preenchi os documentos de costumes, passei por uma primeira entrevista e foi marcada uma prova de conhecimentos para segunda feira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira seguinte fui trabalhar normalmente, cumprimentei o diretor administrativo que me falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas você é doido hém! Chamar o advogado de burro na frente do patrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ops! Pensei, a estória já correu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí? O que mais o senhor está sabendo, o que mais o Haullin falou? perguntei ansioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, não falou mais nada, só me falou isso dando gargalhadas da cara do advogado depois que você falou isso e saiu da sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não acreditei naquilo. Mas eu não fui despedido? perguntei-lhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro que não! pode trabalhar tranqüilo, respondeu ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei a trabalhar surpreso com aquela notícia. Chamei o cara de burro, gritei com o patrão, saí da sala dele e deixei-os falando sozinhos e não estou demitido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda-feira voltei naquela industria metalúrgica, fiz o teste de conhecimentos específicos em legislação do trabalho e técnicas trabalhistas de departamento pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta-feira pela manhã, toca o telefone, atendo, uma ligação da metalúrgica informando que fui o candidato escolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E alguns dias depois a seleção brasileira, a melhor de todos os tempos foi surpreendida no Estádio Sarriá pelo carrasco Italiano R. Rossi quando perdemos por 3 a 2 para a Itália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero finalizar essa estória dizendo que pedi demissão, novo emprego, salário quatro vezes maior naquele que foi o meu melhor emprego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos depois encontrei com a viúva daquele acidentado que quase chorando me abraçou dizendo que estava recebendo a pensão do falecido e que tinha rezado muito por mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só lhe disse: muito obrigado, suas preces foram atendidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-569572330577442859?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/569572330577442859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=569572330577442859' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/569572330577442859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/569572330577442859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/05/qualidade-do-ensino-em-seguranca-do.html' title='Memórias vivas de um velho TST -  Parte V'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-1233623655486464519</id><published>2009-05-04T15:51:00.000-07:00</published><updated>2009-05-04T16:27:28.824-07:00</updated><title type='text'>Manual da CIPA - by Jadson V Jesus</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/Sf947YtSHRI/AAAAAAAAAOk/I963rVzzLis/s1600-h/CIPA.jpeg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 116px; height: 116px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/Sf947YtSHRI/AAAAAAAAAOk/I963rVzzLis/s200/CIPA.jpeg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5332113445469953298" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Olá colegas profissionais TST.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcrevo abaixo o Manual JVJ - do colega Jadson Viana de Jesus, publicado no fórum CIPANET.&lt;br /&gt;perfeito para quem tem alguma dúvida sobre  &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ELEIÇÕES DA CIPA &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoal todo dia alguém entra pra tirar uma dúvida sobre esse tema. Não poderia ser diferente, com uma norma como a nr-5 deixando a desejar em muitos aspectos. A menos que isso não seja permitido por lei, mas caso contrário, não custava nada essa norma ser revisada e definir o que fazer quando o funcionário quer sair antes dos 2 anos, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim, eu gostaria de fazer algumas observações acerca dese tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;NR-5 E DEMAIS NORMAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em se tratanbdo de CIPA, a norma é a 5, mas observe também as outras normas do ramo de atividade da sua empresa.&lt;br /&gt;Por exemplo, a construção civil a principal norma é a nr-18. E sobre CIPA ela também faz observações importantes, que, além da NR-5 devemos observar também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;INICIANDO NA CIPA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Além da NR, tudo que uma pessoa precisa é de uns modelos de documento. O resto é ir fazendo seguindo as orientações da NR-5.&lt;br /&gt;Outra coisa, uns pedidos meio estranhos dos nossos patrões, do tipo "não divulgue muito a CIPA", "não deixe Fulano se candidatar", você até pode fazer, mas vá sabendo que tá errado e a empresa corre o risco de se complicar em caso de denúncia. Se preocupe em deixar isso claro pra empresa e de você se livrar de problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;INSCRIÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;TST pode se candidatar? Pode, assim como qualquer funcionário registrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ESTAGIÁRIO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estagiário pode? Não, porque não é registrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sócio da empresa, que é gerente pode se candidatar? Não, dono ou sócio de empresa não pode, porque não é empregado (registrado) e sim patrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Membro reeleito da CIPA pode se inscrever? Não. Vamos pegar como exemplo o atual presidente do brasil, Lula. Ele está no seu segundo mandato. Então não poderá se candidatar para o 3o, que será em 2010. Poderá somente em 2014.&lt;br /&gt;A eleição de CIPA é a mesma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem se increve pra CIPA tem estabilidade? Sim. A empresa deve fornecer um comprovante ao funcionário inscrito, e a partir do momento que você se inscreve você tem uma estabilidade. Caso você perca a eleição, a estabilidade automaticamente acaba. Ganhando tem a estabilidade de mais um ano após o fim do mandato (ou seja, 2 anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;DIMENSIONAMENTO DA CIPA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Muita gente vê a tabela da NR-5 e tem dúvidas, eu tive também, afinal se torna de um norma completamente imprecisa, incomleta, cheia de dúvidas mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocorre o seguinte. Se você fez o cruzamento do grupo de empresa (de acordo com o CNAE) e do número de funcionário,eencontrou por exemplo: 3 efetivos e 4 suplentes, essa é a quantidade de mebros eleitos. E a mesma quantidade será de membros indicados (eleição paritária), ou seja, 7 eleitos + 7 indicados.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;ELEIÇÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Estagiário pode votar? Não. Da mesma forma que para se candidatar, para votar só podem os funcionários registrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;ESTABILIDADE DE DOIS ANOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uns chamam de estabilidade outros de garantia de emprego. Enfim, o fato é que o membro de CIPA eleito não pode ser demitido.&lt;br /&gt;Infelizmente nossa norma é muito resumida, e sobre estabilidade ela só fala isso, que o mebro eleito tem sua estabiliade de dois anos. E mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, quando na norma não diz nada, é bom pesquisar as jurisprudências, e ver o que ocorre na maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o funcionário quer sair da empresa dentro da sua estabilidade, o que fazer? Ele deve escrever uma carta a próprio punho, ou seja, feita por ele mesmo, a caneta manifestando seu desejo de se desligar da CIPA, deixando claro que tomou sua decisão por si só, por sua vontade própria, e assinar no final.&lt;br /&gt;Depois o recomendável é que ele PEÇA DEMISSÃO. Nada de acordo.&lt;br /&gt;Caso o funcionário esteja mal intencionado, ele pode ir a justiça, alegar que foi pressionado a sair da CIPA, e depois mentiram pra ele e ele foi demitido. Quase certo a empresa será obrigada a reintegrá-lo à empresa. Então o correto é que ele se demita, pois diminui (não acaba) o risco de a empresa ter problemas na justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funcionário em período de experiência pode se candidatar? Pode.&lt;br /&gt;Maaaaaaaaaaaaaas se a empresa desejar que ele saia após o término de seu contrato ele sairá normalmente, sem o direito a estabilidade de 2 anos.&lt;br /&gt;De acordo com a maioria das decisões na Justiça, a alegação é a seguinte:&lt;br /&gt;O período de experiência é um contrato por tempo determinado, o funcionário já sabe até quando trabalhará na empresa. E cabe a esta decidir se ele continua ou não.&lt;br /&gt;Portanto, o contrato de experiência prevalece sobre todas as outras situaçãos que poderiam lhe garantir alguma estabilidade (CIPA, Acidente de Trabalho, gravidez,...)&lt;br /&gt;Assim sendo a empresa tem até o fim do expediente/horário de saída do funcionário do seu último dia de experiência para informá-lo da decisão de dispensá-lo da empresa. Passando essa data o funcionário passa de contrato por tempo determinado, a contrato por tempo INdeterminado, tendo assim, sua estabilidade de 2 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quais casos o funcionário pode ser sair da CIPA antes da sua estabiliade? Nas seguintes situações:&lt;br /&gt;1- Funcionário em período de experiência, citado acima;&lt;br /&gt;2- Demitido por justa causa;&lt;br /&gt;3- Membro titular que falta (SEM JUSTIFICATIVA) a mais de 4 reuniões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problemas que ocasionam justa causa geralmente são: disciplina, pratica de furto, agressão dentro da empresa.&lt;br /&gt;Importante salientar que demitir por justa causa não é algo simples, é preciso uma série de documentações sobre advertências, e testemunhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às faltas, não serão com****das faltas por motivo de doença, folga, férias,...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falta porque está trabalhando deve ser com****da como falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que esse tópico ajude algumas pessoas no fórum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraço a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;jadson viana&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-1233623655486464519?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/1233623655486464519/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=1233623655486464519' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/1233623655486464519'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/1233623655486464519'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/05/manual-da-cipa-by-jadson-v-jesus.html' title='Manual da CIPA - by Jadson V Jesus'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/Sf947YtSHRI/AAAAAAAAAOk/I963rVzzLis/s72-c/CIPA.jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-6616125269187361224</id><published>2009-04-17T03:48:00.000-07:00</published><updated>2009-04-17T04:01:12.169-07:00</updated><title type='text'>Alterações na NR-01</title><content type='html'>A NR-1 - DISPOSIÇÕES GERAIS - Da Port. 3.214/78 sofreu algumas pequenas alterações através da Portaria 84 de 04/03/2009. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram apenas duas pequenas alterações, sendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O item 1.7,b passa a ter a seguinte redação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1.7. b – Elaborar ordens de serviços sobre segurança e saúde no trabalho, dando ciência aos empregados por comunciados, cartazes ou meios eletrônicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi alterado tão somente no meio de comunicação da OS para os empregado que agora pode ser por meio eletrônico (E-mail intranet, etc)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda, no item 1.7 foi inserido mais uma alínea - "e" com a seguinte redação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1.7.e – Determinar procedimento que devem ser adotados em caso de acidentes e doenças relacionadas com o trabalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por último, o ítem 1.8 teve uma pequena alteração no vocábulo medicina que foi trocado por saúde,sendo portanto um conceito mais abrangente, ficando assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1.8 – Cabe ao empregado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) cumprir com as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde do trabalho, inclusive as ordens de serviços expedidas pelo empregador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante salientar que agora o empregador tem um novo meio de comunicação para alertar o empregado sobre os riscos a que está exposto no trabalho.&lt;br /&gt;Acompanhando a evolução dos tempos e da tecnologia a SST inovou, contemporizando, permitindo que o empregador utilize os meios eletrônicos para comunicar as Ordens de Serviços.&lt;br /&gt;Assim sendo, o E-mail, a intranet e quaisquer outros meios de comunicação digital poderão ser usados para a empresa alertar os empregados das suas normas de segurança e saúde no trabalho.&lt;br /&gt;Da mesma forma a empresa poderá utilizar desta comunicação como meio de prova em ação trabalhista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda alteração, mais sutil porém de grande importância, é a alteração no item 1.8, das obrigações dos empregados, que também estarão submissos a todas as ordens emanadas pelo empregador em relação à saúde no trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mudança do vocábulo &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Medicina&lt;/span&gt; para &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Saúde&lt;/span&gt;, é importante na medida que espande o conceito, ficando o empregado, a partir de agora, a submeter-se às ordens emanadas pelo empregador nos assuntos relacionados à saúde no ambiente de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza para o empregado isto não seerá facilmente perceptível, todavia para o empregador é uma ferramenta com a qual poderá se impor, aumentando a sua autoridade sobre o empregado, no momento de exigir deste o cumprimento de normas de saúde no trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-6616125269187361224?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/6616125269187361224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=6616125269187361224' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/6616125269187361224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/6616125269187361224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/04/alteracoes-na-nr-01.html' title='Alterações na NR-01'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-702995966878779359</id><published>2009-04-06T10:22:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T10:25:18.994-07:00</updated><title type='text'>Responsabilidade Civil e Criminal nos Acidentes do Trabalho</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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 &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;CONCEITOS&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;b style=""&gt;RESPONSABILIDADE CIVIL&lt;/b&gt;: Responsabilidade civil é a obrigação de alguém &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;reparar o dano &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;causado a outrem em decorrência de ação ou omissão. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;Especificamente, para imputar a responsabilidade civil, podemos utilizar dois dispositivos legais:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="margin-left: 53.25pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;1.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;CONSTITUIÇÃO FEDERAL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 53.25pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Art. 7º, São direitos dos trabalhadores:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 53.25pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;XXII – Redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança ;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 53.25pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;XXVIII – seguro contra acidente do trabalho, a cargo do empregador, , sem excluir a indenização a que está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 53.25pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpMiddle" style="margin-left: 53.25pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="margin-left: 53.25pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;2.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;CÓDIGO CIVIL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Art. 927 – Aquele que, por ato ilícito (art. 186 e 187) causar danos a outrem, ficam obrigados a repará-lo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Art. 186 – Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;b style=""&gt;RESPONSABILIDADE CRIMINAL&lt;/b&gt;: É a obrigação de sofrer o castigo ou incorrer nas sanções penais impostas ao agente em decorrência do fato ou omissão criminosa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="margin-left: 53.45pt; text-indent: -18pt;"&gt;&lt;!--[if !supportLists]--&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;1.&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; font-size: 7pt; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;        &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;CÓDIGO PENAL&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="margin-left: 53.45pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 49.65pt; text-indent: 21.2pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;ART. 121 - Homicídio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 49.65pt; text-indent: 21.2pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Matar alguém – Pena: Reclusão de seis a vinte anos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 49.65pt; text-indent: 21.2pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Homicídio culposo: Detenção de um a três anos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 70.8pt; text-indent: 0.05pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Aumento de Pena: § 4º - No homicídio culposo, a pena é aumentada de um terço, se o crime resulta de inobservância de regras técnicas de profissão, arte ou ofício...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 49.65pt; text-indent: 21.2pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 49.65pt; text-indent: 21.2pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;ART. 129 – Lesões corporais – Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 49.65pt; text-indent: 21.2pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Lesão corporal grave – Pena de até oito anos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 49.65pt; text-indent: 21.2pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;Lesão corporal seguida de morte – Pena de quatro a doze anos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 49.65pt; text-indent: 21.2pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 49.65pt; text-indent: 21.2pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;LESÃO CORPORAL CULPOSA: Pena – detenção de dois meses a um ano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 106.2pt; text-indent: 0.65pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;Na lesão corporal &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;culposa, a pena é aumentada de um terço, se o crime resulta de inobservância de regras técnicas de profissão, arte ou ofício...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 49.65pt; text-indent: 21.2pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 9pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm; text-indent: 21.2pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;Diante destes conceitos podemos concluir &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;que:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;A &lt;span style=""&gt;        &lt;/span&gt;EMPRESA Assume a RESPONSABILIDADE CIVIL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; – Em caso de acidente do trabalho, após concluído o devido processo legal, comprovada a culpa da empresa no acidente, esta será responsabilizada civilmente a reparar o dano causado ao empregado tanto no campo patrimonial como no plano moral.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 0cm;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;O &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;PROFISSIONAL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;da área de segurança do trabalho assume a &lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;RESPONSABILIDADE CRIMINAL&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;: Em caso de acidente do trabalho com lesões corporais ou morte do trabalhador deve ser instaurado o Inquérito Policial e posteriormente a Ação Penal. Comprovada a omissão, imperícia ou negligência do profissional TST como causa do acidente este poderá ser penalizado nos termos do art. 121 e 129 do Código Penal.&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-702995966878779359?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/702995966878779359/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=702995966878779359' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/702995966878779359'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/702995966878779359'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/04/responsabilidade-civil-e-criminal-nos.html' title='Responsabilidade Civil e Criminal nos Acidentes do Trabalho'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-5800948002639868915</id><published>2009-04-06T09:19:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T09:24:01.748-07:00</updated><title type='text'>Técnico Segurança Trabalho - único profissional do SEESMT</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;O Técnico em Segurança do Trabalho é o único profissional - reconhecido por lei - a compor o SEESMT das empresas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Os demais são profissionais de outras áreas com reconhecimento da especialização.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div face="arial" style="font-weight: bold; text-align: justify;" id="conteudo_protocolo"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;h1 style="text-align: justify;" id="" class="protocolo"&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span class="hlon"&gt;LEI&lt;/span&gt; No 7.410, DE 27 DE NOVEMBRO DE 1985.&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div  style="font-weight: bold; text-align: justify;font-family:arial;" id="featurebox"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: arial;" id="conteudo_fora_protocolo"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;h2 style="font-weight: bold; text-align: justify;" id="ementa" class="ementa"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a rel="nofollow" name="ementa"&gt;&lt;/a&gt;Dispõe sobre a Especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho, a Profissão de Técnico de Segurança do Trabalho, e dá outras Providências.&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="outro2"&gt;O PRESIDENTE DA REPÚBLICA:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="nIdent3"&gt;Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte &lt;span class="hlon"&gt;Lei&lt;/span&gt;:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art1"&gt; &lt;a rel="nofollow" name="art1" title="ARTIGO"&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Art . 1º&lt;/strong&gt; - O exercício da especialização de Engenheiro de Segurança do Trabalho será permitido, exclusivamente: &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art1-incI"&gt;&lt;a rel="nofollow" name="art1-incI" title="INCISO"&gt;&lt;/a&gt;I - ao Engenheiro ou Arquiteto, portador de certificado de conclusão de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, a ser ministrado no País, em nível de pós-graduação;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art1-incII"&gt;&lt;a rel="nofollow" name="art1-incII" title="INCISO"&gt;&lt;/a&gt;II - ao portador de certificado de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, realizado em caráter prioritário, pelo Ministério do Trabalho;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art1-incIII"&gt;&lt;a rel="nofollow" name="art1-incIII" title="INCISO"&gt;&lt;/a&gt;III - ao possuidor de registro de Engenheiro de Segurança do Trabalho, expedido pelo Ministério do Trabalho, até a data fixada na regulamentação desta &lt;span class="hlon"&gt;Lei&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art1-par1"&gt;&lt;a rel="nofollow" name="art1-par1" title="PARAGRAFO"&gt;&lt;/a&gt;Parágrafo único. O curso previsto no inciso I deste art igo terá o currículo fixado pelo Conselho Federal de Educação, por proposta do Ministério do Trabalho, e seu funcionamento determinará a extinção dos cursos de que trata o inciso II, na forma da regulamentação a ser expedida.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art2"&gt; &lt;a rel="nofollow" name="art2" title="ARTIGO"&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Art . 2º&lt;/strong&gt; - O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho será permitido, exclusivamente: &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art2-incI"&gt;&lt;a rel="nofollow" name="art2-incI" title="INCISO"&gt;&lt;/a&gt;I - ao portador de certificado de conclusão de curso de Técnico de Segurança do Trabalho, a ser ministrado no País em estabelecimentos de ensino de 2º Grau;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art2-incII"&gt;&lt;a rel="nofollow" name="art2-incII" title="INCISO"&gt;&lt;/a&gt;II - ao portador de certificado de conclusão de curso de Supervisor de Segurança do Trabalho, realizado em caráter prioritário pelo Ministério do Trabalho;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art2-incIII"&gt;&lt;a rel="nofollow" name="art2-incIII" title="INCISO"&gt;&lt;/a&gt;III - ao possuidor de registro de Supervisor de Segurança do Trabalho, expedido pelo Ministério do Trabalho, até a data fixada na regulamentação desta &lt;span class="hlon"&gt;Lei&lt;/span&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art2-par1"&gt;&lt;a rel="nofollow" name="art2-par1" title="PARAGRAFO"&gt;&lt;/a&gt;Parágrafo único. O curso previsto no inciso I deste art igo terá o currículo fixado pelo Ministério da Educação, por proposta do Ministério do Trabalho, e seu funcionamento determinará a extinção dos cursos de que trata o inciso II, na forma da regulamentação a ser expedida.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art3"&gt; &lt;a rel="nofollow" name="art3" title="ARTIGO"&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Art . 3º&lt;/strong&gt; - O exercício da atividade de Engenheiros e Arquitetos na especialização de Engenharia de Segurança do Trabalho dependerá de registro em Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, após a regulamentação desta &lt;span class="hlon"&gt;Lei&lt;/span&gt;, e o de Técnico de Segurança do Trabalho, após o registro no Ministério do Trabalho. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art4"&gt; &lt;a rel="nofollow" name="art4" title="ARTIGO"&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Art . 4º&lt;/strong&gt; - O Poder Executivo regulamentará esta &lt;span class="hlon"&gt;Lei&lt;/span&gt; no prazo de 120 (cento e vinte) dias, contados de sua publicação. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art5"&gt; &lt;a rel="nofollow" name="art5" title="ARTIGO"&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Art . 5º&lt;/strong&gt; - Esta &lt;span class="hlon"&gt;Lei&lt;/span&gt; entra em vigor na data de sua publicação. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="art6"&gt; &lt;a rel="nofollow" name="art6" title="ARTIGO"&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Art . 6º&lt;/strong&gt; - Revogam-se as disposições em contrário. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="nIdent18"&gt;Brasília, 27 de novembro de 1985; 164º da Independência e 97º da República.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="margin-top: 10px; text-align: justify;" id="nIdent19"&gt;* Nota: Texto redigitado e sujeito a correções.&lt;/p&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-5800948002639868915?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/5800948002639868915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=5800948002639868915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/5800948002639868915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/5800948002639868915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/04/tecnico-seguranca-trabalho-unico.html' title='Técnico Segurança Trabalho - único profissional do SEESMT'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-7841738444758045626</id><published>2009-04-05T15:17:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T15:19:37.972-07:00</updated><title type='text'>Prevenção de Acidentes com Crianças</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/Sdkuc7gEbhI/AAAAAAAAAN0/QugK2loaT7A/s1600-h/1158299-7698-cp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 141px; height: 200px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/Sdkuc7gEbhI/AAAAAAAAAN0/QugK2loaT7A/s200/1158299-7698-cp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321335509258366482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="elementosrelacionados"&gt;&lt;div id="elem_imagem"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A maioria das quedas até os 9 anos de idade ocorre dentro de casa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;                                       &lt;script type="text/javascript" language="JavaScript"&gt;   &lt;!--   function enquete(jan) {    resultado=window.open('',jan,"toolbar=no,location=no,directories=no,status=no,menubar=no,scrollbars=auto,resizable=yes,copyhistory=no,width=280,height=600");   }   --&gt;   &lt;/script&gt;    &lt;!--H:mulher.sqd.terra.com.br, 0, http://enquete.mulher.terra.com.br/enquete.cgi--&gt; &lt;div id="elem_enquete"&gt;    &lt;br /&gt;   &lt;h3&gt;&lt;/h3&gt;&lt;form name="Enquete129625" target="enqresult" action="http://enquete.mulher.terra.com.br/enquete.cgi" method="post" onsubmit="enquete('enqresult');"&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;/p&gt;    &lt;/form&gt;   &lt;/div&gt;&lt;/div&gt; Nada mais natural do que uma criança que mexe em tudo, afinal explorar o ambiente à sua volta faz parte do desenvolvimento. Para que isso não vire uma tragédia, porém, é preciso que pais e responsáveis saibam que muitos dos acidentes na infância ocorrem dentro de casa e poderiam ter sido evitados com medidas simples de segurança. Segundo pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, a maioria das quedas até os 9 anos de idade, por exemplo, se deu no lar doce lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://chat.terra.com.br:9781/diversos.htm" class="textolinkbold" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Informações coletadas em unidades de urgência do Sistema Único de Saúde (SUS) de 37 cidades brasileiras mostraram que, dos 10.988 atendimentos a crianças nessa faixa etária, 5.540 (50,4%) foram provocados por quedas - sendo que a maioria, 3.838 (69%), dentro da casa das vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É muito fácil prevenir, com hábitos que parecem óbvios e simples, mas que podem salvar vidas ou evitar que crianças vivam com sequelas de um acidente", alerta a cirurgiã pediátrica Simone de Campos, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e membro da ONG Criança Segura (&lt;i&gt;www.criancasegura.org.br&lt;/i&gt;). Cabe, portanto, ao adulto, garantir um ambiente seguro à criança, que nunca deve ficar sozinha em casa ou ser cuidada por outras crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Os pequenos aprendem com o exemplo dos pais. São eles que precisam orientar os filhos sobre precauções com a segurança dentro e fora de casa", afirma. Parecem bobos e sem importância, mas os cuidados precisam fazer parte do dia-a-dia de forma preventiva, como uma vacina. Confira as principais orientações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;b&gt;1.&lt;/b&gt; Instale grades ou redes de proteção nas janelas, sacadas e mezaninos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;2.&lt;/b&gt; Não deixe cadeiras, camas e bancos perto de janelas, pois as crianças podem escalar e se debruçar. O mesmo vale para móveis baixos perto de estantes e armários altos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;3.&lt;/b&gt; Instale portões de segurança no topo e pé das escadas. Se a escada for aberta, opte por redes ao longo dela.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;4.&lt;/b&gt; Cuidado com chão liso e tapetes. Não encere o piso e providencie antiderrapantes nos tapetes para evitar escorregões. Na maioria das quedas infantis atendidas nos postos do SUS, as crianças caíram do mesmo nível, ou seja, as quedas foram causadas por tropeções, pisadas em falso ou desequilíbrios.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;5.&lt;/b&gt; Oriente seu filho a brincar em locais seguros. Escadas, sacadas e lajes não são espaços de lazer.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;6.&lt;/b&gt; Crianças com menos de 6 anos não devem dormir em beliches. Se não houver outro local, instale grades de proteção nas laterais.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;7.&lt;/b&gt; O uso de andadores não é recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria, pois pode comprometer o desenvolvimento e causar sérias quedas.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;8.&lt;/b&gt;Quando for trocar fralda, mantenha sempre uma mão segurando o bebê. Nunca deixe um bebê sozinho em mesas, cama e outros móveis, mesmo que seja por um instante.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;9.&lt;/b&gt; Proteja as tomadas com protetores específicos ¿ baratos e facilmente encontrados em home centers, supermercados e lojas de produtos infantis. Além disso, oriente seu filho a não colocar o dedo na tomada, pois ele pode frequentar outros locais que não tenham a proteção. Cuidado: as queimaduras elétricas podem ser graves, expondo a criança ao risco de morte e seqüelas.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;10.&lt;/b&gt; Não deixe o ferro de passar quente ao alcance da criança, mesmo que esteja desligado.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;11.&lt;/b&gt; Os cabos das panelas devem ficar virados para dentro do fogão.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;12.&lt;/b&gt; Use protetores nas portas para evitar que a criança prenda a mão ou dedos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;13.&lt;/b&gt; Para uma criança se afogar, bastam 2,5 cm de profundidade. Cuidado, portanto, com água em baldes e tanques, além de vasos sanitários e piscinas sem proteção adequada.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;14.&lt;/b&gt; Teste a temperatura de alimentos líquidos e sólidos antes de oferecer à criança.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;15.&lt;/b&gt; Antes do banho, teste a temperatura da água da banheira com a parte interna do cotovelo.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;16.&lt;/b&gt; Nunca deixe remédios ao alcance das crianças, nem faça associação de medicamentos com balas e doces.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;17.&lt;/b&gt; Não coloque produtos de limpeza em embalagens de alimentos e refrigerantes. A criança pode confundir e ingerir. Evite também deixá-los na parte de baixo de pias e armários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;extraído do site www.terra.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-7841738444758045626?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/7841738444758045626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=7841738444758045626' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/7841738444758045626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/7841738444758045626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/04/prevencao-de-acidentes-com-criancas.html' title='Prevenção de Acidentes com Crianças'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_cLjm7gv-tRc/Sdkuc7gEbhI/AAAAAAAAAN0/QugK2loaT7A/s72-c/1158299-7698-cp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-4518080050710048839</id><published>2009-04-05T13:02:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T14:17:04.731-07:00</updated><title type='text'>INSALUBRIDADE - Base de Cálculo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;Salário Mínimo como base de cálculo de adicional Insalubridade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Até que seja editada lei sobre a matéria ou celebrada convenção coletiva que regule o adicional de insalubridade, a base de cálculo desta parcela continua a ser o salário mínimo. Com a aplicação da Súmula nº 228 do Tribunal Superior do Trabalho suspensa liminarmente pelo Supremo Tribunal Federal, o TST tem seguido a orientação do próprio STF e rejeitado recursos extraordinários em matérias que tratam do adicional, devolvendo os processos à instância de origem. “O STF fixou o entendimento de que, após a Constituição Federal de 1988, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de servidor público ou de empregado”, explica o ministro Milton de Moura França, vice-presidente do TST, a quem cabe a apreciação de recursos extraordinários ao STF de decisões do TST.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;A definição da base de cálculo do adicional de insalubridade foi um dos temas que mais mobilizou os leitores do sítio do Tribunal Superior do Trabalho na Internet ao longo de 2008. Desde a edição, pelo Supremo Tribunal Federal, da Súmula Vinculante nº 4, que proíbe a utilização do salário mínimo – base até então adotada pela CLT e pela jurisprudência trabalhista -, muitas dúvidas surgiram. É que a Súmula, embora declarando inconstitucional a adoção do salário mínimo, não fixou outro critério e entendeu não ser possível a sua substituição por decisão judicial. Mas o próprio STF explicitou que o salário mínimo deverá continuar servindo de base até que a questão seja objeto de lei ou de convenção coletiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;"&gt;Histórico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;O artigo nº 192 da CLT assegura ao trabalhador que exerce seu trabalho em condições insalubres adicionais de 40%, 20% e 10% do salário mínimo, conforme o grau de insalubridade – cuja definição compete ao Ministério do Trabalho. Esta norma servia de parâmetro para as decisões da Justiça do Trabalho. De acordo com a redação original da Súmula nº 228 do TST, editada em 1985, o percentual do adicional de insalubridade incidia sobre o salário mínimo, à exceção dos empregados que tivessem salário profissional fixado por lei, convenção coletiva ou sentença normativa. Para estes últimos, a base de cálculo era o salário profissional – ou piso salarial da categoria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Em 1988, a Constituição Federal (artigo 7º, inciso IV) vedou a utilização do salário mínimo como indexador e "sua vinculação para qualquer fim". Na ausência de questionamento a respeito, porém, o artigo 192 continuou a ser adotado no caso da insalubridade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Em maio de 2008, no julgamento de recurso extraordinário de uma ação proposta em primeira instância por policiais militares de São Paulo, o STF decidiu que a vinculação do adicional ao salário mínimo ofende a Constituição Federal, e considerou revogado o dispositivo da Lei Complementar nº 432/1985, do Estado de São Paulo, que utilizava esta base de cálculo. A decisão serviu de base para a Súmula Vinculante nº 4, segundo a qual, salvo os casos previstos na Constituição federal, "o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado nem ser substituído por decisão judicial".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;Em junho, o TST alterou a redação da Súmula nº 228, e adotou, por analogia ao artigo 193 da CLT (que trata da periculosidade), o salário básico do trabalhador (sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa) como base de cálculo. A alteração, porém, foi objeto de reclamação constitucional movida pela Confederação Nacional da Indústria no STF. Em julho, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, suspendeu liminarmente a aplicação na nova redação. “No julgamento que deu origem à Súmula Vinculante nº 4, esta Corte entendeu que o adicional de insalubridade deve continuar sendo calculado com base no salário mínimo, enquanto não superada a inconstitucionalidade por meio de lei ou convenção coletiva”, reafirmou o ministro Gilmar na ocasião. O teor dessa decisão tem sido mencionado pelo ministro Moura França nos despachos em que nega seguimento aos recursos extraordinários.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;veja Mais sobre o assunto: &lt;a href="http://www.direitonet.com.br/noticias/exibir/10723/Salario-efetivo-sera-base-para-calculo-de-adicional-de-insalubridade"&gt;Salario efetivo será a base de cálculo do adicional de insalubridade&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-4518080050710048839?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/4518080050710048839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=4518080050710048839' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/4518080050710048839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/4518080050710048839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/04/insalubridade-base-de-calculo.html' title='INSALUBRIDADE - Base de Cálculo'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-2699850845645434646</id><published>2009-04-05T13:01:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T14:10:01.560-07:00</updated><title type='text'>PPRA pode substituir o LTCAT</title><content type='html'>Em breve estarei postanto minhas considerações sobre o assunto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeca Berbes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-2699850845645434646?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/2699850845645434646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=2699850845645434646' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/2699850845645434646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/2699850845645434646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/04/ppra-pode-substituir-o-ltcat.html' title='PPRA pode substituir o LTCAT'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-8086283154631416050</id><published>2009-04-05T13:00:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T14:10:31.321-07:00</updated><title type='text'>Garantia de Emprego dos membros da CIPA</title><content type='html'>Em breve estarei postanto minhas considerações sobre o assunto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeca Berbes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-8086283154631416050?l=seesmt.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://seesmt.blogspot.com/feeds/8086283154631416050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3153802052229951341&amp;postID=8086283154631416050' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/8086283154631416050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3153802052229951341/posts/default/8086283154631416050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://seesmt.blogspot.com/2009/04/garantia-de-emprego-dos-membros-da-cipa.html' title='Garantia de Emprego dos membros da CIPA'/><author><name>J Berbes  Farias</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16084309365792804794</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3153802052229951341.post-8555221800017066882</id><published>2009-04-05T12:51:00.000-07:00</published><updated>2009-04-05T14:10:47.812-07:00</updated><title type='text'>Responsabilidade Criminal do Profissional</title><content type='html'>Em breve estarei postanto minhas considerações sobre o assunto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeca Berbes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3153802052229951341-8555221800017066882?l=seesmt.blogspot.com' 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