Antes de iniciar esta estória quero informar que os nomes, da empresa e das funcionárias, são fictícios.
Era uma empresa madeireira, fabricante de compensados de madeiras em que trabalhavam mais ou menos cem empregados, sendo a metade mulheres.
Uma das personagens desta estória era a Ana Lúcia, falava pelos cotovelos, vira e mexe arrumava uma encrenca aqui, outra alí, com as colegas de trabalho.
A gota d'água na paciência do gerente de produção foi certo dia quando Ana foi ensinar uma empregada recém contratada a operar uma máquina de juntar lâminas. Dizem que, de propósito, para não dar lugar para a novata, a danada desarmou o sistema de segurança e, por sorte grande a novata não perdeu as pontas dos dedos do pé direito. Isso era motivo para ser demitida por justa causa, o que não aconteceu, muita gente ficou desconfiada e com raiva da proteção que a danada recebia do chefão.
Encurtando a estória, a Ana foi transferida para o setor de limpeza.
Dias depois, Marilda que já tinha uma certa idade, casada ha mais de trinta anos foi até o seu ginecologista reclamando de dores e sensação de queimadura na sua perseguida. O dr. olhou, examinou, constatou uma forte irritação, fêz algumas perguntas das suas relações sexuais e receitou uma pomada anestésica dizendo: Isto é queimadura D. Marilda, como foi que isso aconteceu?
Olinda Ferreira era uma típica nordestina, baixinha de um metro e cincoenta e cinco, braba feito uma cabra da peste, chegou em casa naquele dia dando uma enorme bronca no maridão, foi logo de cara perguntando: Ô cabra, onde foi que você andou metende este pinto? só pode ter metido em alguma coisa estragada e agora passou pra mim, tô todinha queimada na perereca, é coisa de cabra safado, vai logo falando antes que te meta uma peixeira nesse saco fedorento. E a briga continuou por mais alguns dias e o maridão negando até a morte que não havia dado nenhuma escapada.
Genair Santina, bela morena de rosto bonito, cabelos longos e muito namoradeira, logo depois do almoço, descansando na sombra de uma árvore e conversando com a amiga Marilda confidenciou que estava com uma coceira terrível nas partes íntimas, que não havia transado com ninguém há mais de quinze dias, o que podia ser essa coceira danada e ardia feito esfolada? perguntou para a colega.
Olinda que estava próxima ouviu e rapidinho disse: Ixê, ó xente, é não é que eu também estou com a mocinha pegando fogo, arde feito queimadura de urtiga, acho que foi coisa do Gervásio que andou com alguma quenga por aí e me passou doença.
Marilda arregalou os olhos e disse para as amigas que ela também estava com a perereca em brasa, que foi ao médico e que era uma queimadura.
No final da tarde mais oito outras mulheres reclamavam de queimadura lá nas partes baixas.
No dia seguinte Ana Lúcia, aquela faladeira e que quase arrancou o pé da colega, estava lavando o banheiro feminino quando D. Miríades, a chefe da limpeza, chegou devagarinho por detrás da danada, foi chegando e percebeu que de um dos vasos sanitários saia uma fumacinha, olhou melhor e percebeu que estava repleto de pedras esbranquiçadas que se derretiam quando misturavas com a água.
D. Miriades chegou devagarinho por detrás de Ana Lúcia, que levou um susto quase caindo de costas quando a chefe pegou aquele pacote ao lado do balde com os panos de limpeza.
- Ana, o que é isso menina? Você está pondo soda cáustica nos vasos sanitários? e pra que encher tanto, quase até a boca? Você não sabe que isto pode intoxicar alguém?
Até hoje, quase um ano depois da Ana ser demitida, sem justa causa, não se sabe ao certo se ela encheu os vasos sanitários do banheiro feminho com soda cáustica por ingenuidade ou foi pura maldade para ferir uma das colegas na sua parte mais sensível.
A verdade é que o fato causou uma grande confusão, Olinda teve que pedir desculpas para o maridão Gervásio e tempos depois deu uma surra na Ana Lúcia quando encontrou-a fazendo compras dentro das Casas Pernambucanas; Genair Santina que havia conhecido um novo namorado depois de quase dois meses se fazendo de difícil, com a perereca recuperada passou a noite no motel.
Todas as pererecas passaram por tratamento com pomada anestésica e voltaram a ficar novinha em folha.
terça-feira, 4 de maio de 2010
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2 comentários:
isso sim eh colocar fogo na perereca da mulherada heheheheh mais ressalto mais uma coisa nao culpando so ana pois ela tinha cumplice nisso pois alguem forneceu a soda para ela sem nenhuma restriçao nao acha? por isso cuidado mulherada quando usar os banheiros...
Ola boa noite!
Gostaria de saber no caso de uma pessoa querer se desligar da CIPA ela faz uma carta do próprio punho se desligando CIPA certo! Ate aqui eu entendi, mas para onde vai esta carta anexa na ata? Ou leva para algum órgão responsável que tem que ter ciência do fato?
Obrigado pelo tempo disposto!
Recém formada em STS
Neila ferreira
(41)92535349.
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